O sagrado, para muitos, é o único chão que resta quando o mundo parece desmoronar. É o fio de contas no pescoço, o toque do atabaque e o pano branco que veste o corpo e fortalece a alma. No entanto, em um Brasil que se diz plural, esse mesmo sagrado tem sido alvo de profundas cicatrizes. A intolerância religiosa não é apenas um número nas estatísticas policiais; ela tem rosto, tem idade e, cruelmente, tem cor. De Norte a Sul, professar a ancestralidade africana tornou-se um ato de resistência e, lamentavelmente, de risco.



