Primeiro goleiro negro a defender o Japão em uma Copa do Mundo, e adversário do Brasil nesta segunda-feira, dia 29, Zion Suzuki sabe da pressão por um bom desempenho por defender a seleção. E sabe também que há outro peso nas críticas pela a cor da própria pele. O atleta, de 23 anos, já foi alvo de diversos ataques racistas.
Com 1,90m, ele é filho de pai ganês-americano e mãe japonesa. Nascido em Newark, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, Zion foi criado em Saitama, no Japão. Ele entrou para a seleção de futebol em 2022. Dois anos depois, na Copa da Ásia, viu seu nome ganhar manchetes para além do esporte, quando denunciou o racismo que sofreu após uma derrota.
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Zion Suzuki é goleiro do Japão
Reprodução/Instagram
“Gostaria que as pessoas parassem de fazer comentários racistas”, disse Zion, em entrevista coletiva, alegando que aceitava críticas pelo desempenho em campo, mas que não poderia extrapolar isso: “Não vou deixar que isso (o racismo) me derrote. Quero revidar produzindo bons resultados”.
O técnico da seleção, Hajime Moriyasu, também saiu em defesa do atleta: “Sinto muita vergonha e estou indignado por ele ter sido vítima de discriminação racial. Acho que isso não pode acontecer em hipótese alguma. É preciso respeitar os direitos humanos. Isso não tem lugar em um mundo diverso. Vou apoiá-lo de todas as formas possíveis para garantir que ele esteja totalmente concentrado e focado no futebol”.
Dito e feito, Zion Suzuki continua como opção de Moriyasu na seleção do Japão e vai jogar contra o Brasil na primeira fase do mata-mata da Copa do Mundo de 2026. O goleiro se destaca pela sua envergadura e pela qualidade na saída de bola, sendo capaz de fazer lançamentos que alcançam o campo de ataque.
Zion Suzuki é goleiro do Japão
Adidas/Reprodução/Instagram
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Goleiro do Japão, Zion Suzuki já foi alvo de racismo: 'Não vou deixar que isso me derrote'



