Pré-candidatos destacam que categoria nunca pediu privilégios, apenas respeito e reconhecimento após anos de voz ignorada
O pré-candidato a deputado distrital Sandro Bilks (PSB) publicou nas redes sociais um manifesto em defesa dos profissionais da segurança privada. No texto, ele afirma que a categoria nunca reivindicou privilégios, mas sempre pediu respeito, valorização e reconhecimento por seu trabalho. Bilks destaca que milhares de homens e mulheres protegem vidas, patrimônios e contribuem para a segurança da sociedade, porém, por muito tempo, tiveram suas demandas e sua voz ignoradas pelas autoridades.
A publicação ganha relevância ao mencionar nominalmente a pré-candidata a deputada federal Carol Fleury (Avante) e o ex-governador José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB. Segundo o texto, Arruda teria abraçado a categoria e assumido o compromisso de incluir as demandas dos profissionais de segurança privada no plano de governo. A mensagem ressalta que chegou o momento de quem sempre protegeu os outros também ser protegido, valorizado e ouvido.
A segurança privada enfrenta há anos uma série de problemas estruturais que vão desde baixos salários até a falta de equipamentos adequados e condições dignas de trabalho. Muitos profissionais atuam em jornadas extensas, expostos a riscos diários, sem que suas contribuições sejam devidamente reconhecidas nas políticas públicas. O silêncio histórico das autoridades em relação a essa categoria contrasta com a importância do serviço prestado, especialmente em um momento em que a criminalidade e a sensação de insegurança permanecem como preocupações centrais da população do Distrito Federal.
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A articulação entre Sandro Bilks, Carol Fleury e José Roberto Arruda em torno da pauta da segurança privada representa um movimento político relevante na pré-campanha de 2026. Pela primeira vez, nomes com projeção em diferentes legendas e esferas de disputa — distrital, federal e majoritária — se posicionam de forma conjunta para dar visibilidade a uma categoria historicamente marginalizada nas discussões sobre segurança pública. Essa convergência indica que a valorização dos profissionais de segurança privada passou a ser tratada como tema estratégico nas articulações eleitorais que estão em curso.
O compromisso assumido por Arruda de incluir as demandas da categoria no plano de governo, caso seja eleito, amplia o alcance da discussão para além das candidaturas proporcionais. A presença de Carol Fleury, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, também reforça a dimensão federal que a pauta pode assumir. Juntos, os três nomes buscam transformar em proposta concreta aquilo que, segundo o texto de Bilks, sempre foi tratado com descaso pelas gestões anteriores.
A mensagem de Sandro Bilks encerra com um tom de alerta e mobilização: a segurança privada tem voz e essa voz não vai mais se calar. O posicionamento conjunto de candidaturas de diferentes partidos em torno dessa bandeira revela uma estratégia de aproximação com categorias profissionais que, historicamente, não encontravam espaço nas agendas políticas tradicionais. Resta saber se essa articulação se traduzirá em propostas concretas e se conseguirá mobilizar efetivamente os milhares de trabalhadores que atuam no setor no Distrito Federal.
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