Nelson Neto retoma questão do empréstimo ao BRB após vetos polêmicos de Celina


Nelson Neto critica vetos de Celina Leão à lei que altoriza empréstimo bilhonário ao BRB

Pré-candidato critica vetos de Celina Leão e diz que proibição de concursos e aumentos vai agravar crise na saúde e na educação

O pré-candidato a deputado distrital Nelson Neto (PSB) voltou a tratar do empréstimo de R$ 6,6 bilhões autorizado pela governadora Celina Leão junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o Banco de Brasília. Para ele, a população ainda não compreendeu a real dimensão do problema. Segundo Nelson Neto, a sanção da lei com vetos a mecanismos de transparência e controle representa um risco grave para as contas públicas do Distrito Federal nos próximos anos, especialmente porque o governo não apresentou informações claras sobre o custo efetivo da operação.

Celina Leão sancionou a lei que permite ao GDF contrair o empréstimo bilionário, mas vetou dispositivos que obrigavam o envio prévio à Câmara Legislativa das condições do contrato, como taxa de juros, prazo e cronograma de pagamento. Além disso, vetou a exigência de que o BRB ressarcisse o erário e a manutenção de controle acionário pelo governo. Para Nelson Neto, a aprovação da matéria por apenas onze deputados na Câmara Legislativa foi feita sem que houvesse exigência de informações mínimas sobre o custo da dívida, o que deixa a população sem saber quanto o Distrito Federal vai pagar de juros ao longo dos anos.

A governadora também ofereceu como garantia recursos do próprio GDF, o que, na avaliação do pré-candidato, compromete as finanças públicas por um longo período. Sem saber o valor exato dos juros e das parcelas mensais, o governo assume um compromisso que pode restringir severamente a capacidade de investimento em áreas essenciais. Nelson Neto destaca que a operação foi apresentada como uma solução para o BRB, mas seus custos recairão sobre toda a população do Distrito Federal.

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O ponto mais grave, segundo Nelson Neto, é a proibição prática de realizar novos concursos públicos e de conceder reajustes salariais aos servidores. Com a saúde e a educação já em situação crítica, a impossibilidade de contratar novos profissionais e de valorizar os que estão na ativa representa um retrocesso profundo. O pré-candidato afirma que o Governo do Distrito Federal está quebrado e que o próximo governador eleito vai assumir os cofres zerados ou negativos, herdando um déficit estrutural de aproximadamente seis bilhões de reais somado ao novo endividamento bilionário cujo custo real ainda é desconhecido.

Além do impacto imediato nos serviços públicos, Nelson Neto alerta que a falta de transparência sobre o valor das parcelas mensais e anuais do empréstimo impede qualquer planejamento orçamentário responsável. Sem saber quanto será desembolsado todo mês para pagar a dívida, o governo fica limitado na hora de definir prioridades. Para o pré-candidato, essa combinação de endividamento alto, ausência de informações sobre o custo real e restrições a concursos e reajustes cria um cenário de asfixia financeira que vai se prolongar por vários anos e comprometer a capacidade de resposta do Estado às demandas da população.

Nelson Neto conclui que o ano eleitoral exige atenção redobrada da população. Segundo ele, os eleitores precisam avaliar com cuidado em quem vão votar, pois decisões como essa têm consequências diretas na qualidade dos serviços públicos nos próximos mandatos. O pré-candidato a deputado distrital pelo PSB afirma que voltará a tratar do tema sempre que necessário para que a gravidade da operação fique clara para a sociedade.

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