Golpe do Amor: relembre outros casos em que tatuagens entregaram criminosos

Em Franca (SP), um golpista foi reconhecido pela sua então namorada por causa de uma das suas tatuagens. O caso tradicional de “Golpe do Amor” veio à tona nesta semana. Segundo as informações divulgadas, ela teria descoberto o passado do homem na internet associando o nome do namorado ao sobrenome da família — Boch — tatuado no braço.
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A auxiliar de laboratório de 36 teria perdido R$ 15 mil desde abril, quando começou a namorar com Thiago Cristiano Boch. Ela contou à polícia que emprestou dinheiro ao namorado e chegou a até a alugar um carro para que ele trabalhasse como motorista de aplicativo.
Esse está longe de ser o primeiro caso em que um criminoso é identificado por uma tatuagem. Separamos, aqui, alguns dos casos recentes em que a modificação corporal ajudou a reconhecer um criminoso.
Assassino de delator do PCC foi preso por conta de tatuagem
No ano passado, um dos assassinos do delator do PCC Vinicius Gritzbach foi detido após uma das marcas no braço esquerdo aparecer em imagens disponíveis. Gritzbach foi morto no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024.
Além dela, uma mancha branca no braço direito também serviu para o reconhecimento do policial militar. No momento em que foi morto, o empresário carregava R$ 1 milhão em joias dentro de sua bagagem.
Tatuagem ajudou a prender assassino de turista
Em outro episódio famoso, em abril de 2024, um homem foi ligado à morte de um turista no litoral de São Paulo graças a uma colaboração entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Secretaria de Administração Penitenciária.
Os agentes cruzaram as imagens do sistema de monitoramento da rua onde ocorreu o latrocínio com fotos publicadas por Alvimar Pereira da Rocha em redes sociais. O reconhecimento foi feito a partir de uma tatuagem em seu braço. Logo depois, um mandado de prisão temporária foi emitido contra ele.
Só que Alvimar já estava preso: ele participou do roubo seguido de assassinato durante uma saída temporária. Segundo a polícia, confessou sua participação no crime e afirmou ter conhecido o comparsa, Sérgio, na prisão.
Chefe de facção preso na Bolívia
Em um terceiro caso, em 2023, um chefe de facção de Mato Grosso foi capturado na Bolívia após ser reconhecido por policiais bolivianos.
Num primeiro momento, Igor Oliveira de Campos foi detido por apresentar documentos falsos à polícia local em Santa Cruz de La Sierra. A prisão foi comunicada à Polícia Civil de Cuiabá, que, com as imagens fornecidas pelas autoridades bolivianas, conseguiu identificá-lo por meio de uma tatuagem com o nome da mãe do criminoso.
Ele era um dos principais alvos da Operação Kraken, deflagrada em julho daquele ano para investigar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas na região da fronteira entre Brasil e Bolívia.
Tatuagens já ajudaram a identificar corpos
Além de prisões, as modificações corporais também ajudam familiares e amigos a identificarem corpos, como foi o caso do advogado Raimundo José Costa Siqueira, em 2022. O corpo foi encontrado em avançado estágio de putefração, dificultando o reconhecimeneto visual.
Porém, a família afirmou que as tatuagens em um dos braços eram, de fato, de José.
Mais recentemente, em maio deste ano, o corpo de Jorge Souza Oliveira, um mecânico que estava desaparecido há 25 dias — até então — foi reconhecido também apesar do estágio avançado de decomposição.
A filha de Jorge teria reconhecido uma tatuagem de âncora em um dos seus braços. Seu corpo foi encontrado em um córrego em Portal Caiobá, na região sudoeste de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.



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