Major Araújo contesta possível fim à paridade salarial na carreira militar


O deputado Major Araújo (PL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para pedir aos colegas que “votem de forma consciente” no projeto de lei que impõe mudanças ao quadro de remuneração dos profissionais da Segurança Pública de Goiás. De autoria do Poder Executivo, o texto n° 12879/26, segundo ele, concede auxílio aos servidores da ativa sem estender o benefício aos oficiais da reserva. O parlamentar discursou no Pequeno Expediente da sessão ordinária desta terça-feira, 23.

“É inadmissível que retrocedamos aqui. Até o ano de 2006, tínhamos uma remuneração ao ativo e outra ao veterano, com salários que ficavam congelados. Acabamos com isso ainda no Governo Alcides [Alcides Rodrigues foi governador de Goiás de 31 de março de 2026 a 1° de janeiro de 2011]. De lá para cá, são 20 anos de manutenção da paridade e integralidade”, disse o parlamentar ao questionar a proposta do Governo que, segundo ele, põe fim à isonomia do atual modelo. 

Para Araújo, é inadimissível que o Governo trate os veteranos como um “peso morto”. “O Governo Caiado congelou nosso salário por vários anos e o Daniel Vilela, agora, vai ainda mais longe. Além do salário congelado que já temos, ele aplica, agora, esse auxílio para o ativo, quebrando a paridade e integralidade que perdura há mais de 20 anos.”

O deputado ressaltou, por fim, que não vai aceitar essa situação calado e que usará o poder de seu mandato para lutar “até o fim” contra o que considerou uma injustiça. “Os veteranos, assim com os ativos, tem senso do dever. Na hora que ele chama, não há quem hesite em ajudar a Segurança Pública, o Estado”, arrematou. 



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