Papo Reto do Romário: Determinação, antes de tudo

Quando estreamos no Mundial de 1994, a Copa do Tetra, fazia 50 dias que o ídolo Ayrton Senna havia morrido. Aquela perda aumentou a responsabilidade da Seleção e criou mais expectativa no torcedor. Precisávamos do título para alegrar a galera.
Ganhamos da Rússia (2×0), mas sem jogar bonito. No segundo jogo derrotamos Camarões (3×0), ainda sem um “show” de bola. Declarei que o principal objetivo era “jogar feio para ganhar”. Na marra, coloquei o resultado positivo acima da esperança de espetáculo, embora eu e Bebeto estivéssemos bem entrosados. Depois, vencemos os Estados Unidos, Holanda, Suécia e a Itália, na final, quando veio o tetra. Espero que a Seleção de agora tenha o que tivemos, mesmo sem grandes espetáculos: determinação.



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