Era 1998 quando a equatoriana María del Jesús Pinargote Zambrano, hoje com 66 anos, ganhou um prêmio que mudaria sua vida: o direito de assistir gratuitamente a todas as Copas do Mundo de forma vitalícia.
A bonificação veio quando María, natural de Manabí, província localizada no noroeste do Equador, venceu uma campanha promocional da Coca-Cola. Para concorrer ao prêmio, os consumidores precisavam juntar tampinhas de garrafas da marca e levá-las a um posto de troca, onde eram substituídas por cupons físicos.
Os bilhetes deveriam ser preenchidos à mão com dados pessoais que validavam a participação e, posteriormente, depositados em urnas espalhadas por supermercados e comércios locais.
No dia 14 de junho de 1998, María recebeu uma ligação informando que havia ganhado o prêmio. A ficha, no entanto, demorou a cair. Em entrevista à CNN Español, a equatoriana contou que, sem acreditar na notícia, pediu que o marido conferisse o resultado do sorteio mais de uma vez.
— Me ligaram e disseram que eu tinha ganhado o prêmio e poderia viajar para a Copa do Mundo. Eu não acreditava. Mandei meu esposo conferir tudo mais de uma vez. Então ele me disse: “Sim, foi você quem ganhou. Vai assistir a todos os Mundiais pelo resto da vida”. Foi uma felicidade imensa. Todos nós comemoramos muito — relembrou.
A primeira experiência em uma Copa aconteceu no mesmo ano em que venceu a promoção, durante o Mundial da França, em 1998. Em 2002, viu seu país disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez e acompanhou o pentacampeonato do Brasil. Quatro anos depois, esteve na Alemanha para assistir à melhor campanha da história do Equador no torneio, quando a seleção chegou às oitavas de final.
Ela também marcou presença na África do Sul, em 2010, no Brasil, em 2014, e na Rússia, em 2018. Sua última Copa foi a do Catar, em 2022. Nesta edição de 2026, María abriu mão do benefício devido a problemas de saúde.
Além de proporcionar a experiência de acompanhar os Mundiais in loco, o prêmio permitiu que María viajasse de avião pela primeira vez. O benefício também garantia que ela pudesse assistir às Copas acompanhada. Nos primeiros torneios, esteve ao lado do marido. Após a morte dele, passou a viver as experiências com diferentes membros da família, como uma prima e uma cunhada.



