“A Bruna é uma mulher que está tentando encontrar seu lugar no mundo, é filha única e o pai já faleceu. Acredito que isso tenha feito com que o vínculo entre mãe e filha, algo já forte normalmente, fosse potencializado, fazendo da relação delas algo simbiótico, misturado e sem muitos limites. Ela é muito influenciada pela mãe, que não é uma pessoa muito consciente socialmente, não dá bons exemplos nesse sentido e deixa a filha nessa dualidade. Ela não escolhe muito bem, na verdade, mal escolhe. As coisas vão se dando e acontecendo e ela vai aceitando, embarca e flui em não escolhas. Eu a sinto muito perdida sobre quem é, sobre o que quer. Essa figura da mãe tem forte influência, é uma mãe de miss, um pouco narcisista, ela ama a filha e quer o bem dela, mas sempre se coloca em primeiro lugar na equação. Um contraponto disso é que elas se divertem nesse universo que criaram. Apesar das brigas por espaço e limites, elas compartilham seus medos e frustrações, o que é muito humano e naturalmente engraçado”, conta Nanda Marques.



