Espaço maior e busca por foto: Google anuncia mudanças em sua barra de pesquisa. Veja

O Google anunciou, nesta terça (19), que o campo onde as pessoas costumam usar para buscar informação na internet passará por uma atualização para se adaptar aos tempos dos chatbots de inteligência artificial (IA). De acordo com a empresa, esta é a maior mudança na barra de buscas em 25 anos.
Em vez de permanecer estática em tamanho e sugerir palavras-chave, o espaço agora se expandirá de acordo com o tamanho do texto digitado pelo usuário para acomodar consultas mais longas e conversacionais. Também terá um sistema de sugestão de buscas que vai além do preenchimento automático.
A barra poderá receber consultas não apenas em texto, mas também com fotos, vídeos, arquivos e abas do Chrome. Todas as mudanças aproximam ainda mais a busca do Google de chatbots de IA, como Perplexity, Claude e ChatGPT, que passaram a fazer sombra ao mais tradicional buscador da internet.
— As buscas atingiram um recorde. Mas não é só que as pessoas estão pesquisando mais. Elas estão pesquisando de maneira diferente. Elas fazem perguntas com detalhes minuciosos, tirando dúvidas complementares e pesquisando em várias modalidades. Ao refletirmos sobre este próximo capítulo das buscas, combinamos o melhor de uma ferramenta de busca com o melhor da IA para podermos construir uma verdadeira experiência de pesquisa com IA — afirmou Liz Reid, diretora de buscas da companhia, em apresentação a jornalistas.
Disponível a partir desta terça em todo o mundo, o recurso será alimentado pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo apresentado pela companhia também nesta terça durante o Google I/O, principal evento da companhia no ano.
O objetivo do Google com a atualização é aumentar a integração entre o AI Overview, que faz um resumo com IA no topo das buscas tradicionais, e o Modo IA, que funciona como um chatbot dentro da ferramenta em uma aba dedicada. A ideia é permitir que o usuário passe dos resultados principais diretamente para a conversa no Modo IA. Um ano depois de sua estreia, o Modo IA atingiu 1 bilhão de usuários por mês.
O avanço da IA nas ferramentas de busca, no entanto, preocupam veículos de notícia em todo o mundo. Uma pesquisa do Pew Research Center, realizada em março de 2025, mostrou que apenas 1% dos usuários do Google clicam em links que aparecem em resumos de IA disponibilizados pela ferramenta. Segundo o Wall Street Journal, grandes veículos americanos como Business Insider, Washington Post, HuffPost e o próprio WSJ, tiveram uma queda de 55% em tráfego orgânico via busca entre abril de 2022 e abril de 2025.
Buscas na era dos agentes
Depois de mostrar como o Android vai se adaptar na era dos agentes de IA, nesta terça o Google também mostrou como a ferramenta de buscas vai entrar neste momento. Segundo Reid, os usuários poderão configurar diferentes agentes na busca para pesquisar, apresentar e atualizar informações. A principal diferença entre chatbots de IA e agentes de IA é que a primeira categoria é capaz apenas de responder perguntas, enquanto a segunda realiza ações de forma autônoma.
Assim, a companhia apresentou “agentes de informação”, que atuam durante 24 horas buscando informações em blogs, sites de notícia e redes sociais sobre os assuntos de interesse do usuário, oferecendo resumos e permitindo que novas ações sejam tomadas. É um movimento que tenta responder aos usos mais sofisticados de busca no Perplexity e no Claude. Esse recurso passará a funcionar a partir do meio do ano nos EUA.
Mas não é só com informações que os agentes do Google vão trabalhar. A companhia acrescentou recursos para compras online feita de maneira autônoma por robôs. Em janeiro, a gigante já havia apresentado o Universal Commerce Protocol (UCP), fornece uma linguagem comum para que agentes e sistemas se comuniquem em todas as etapas da jornada de compra, desde a pesquisa até o checkout e o rastreamento de envios.
Agora, o Google apresentou um segundo protocolo, o Agent Payments Protocol (AP2), que permitirá aos agentes realizarem pagamentos de forma autônoma a partir de regras configuradas pelo usuário.
Os dois protocolos serão a base para um recurso chamado Universal Cart (carrinho universal), no qual o usuário poderá, a partir de diferentes ferramentas da empresa (Busca, YouTube, Gemini e Gmail) indicar que quer comprar algo para um agente, que cuidará de todo o processo: pesquisa, comparação de preços, compatibilidade de produtos, escolha de loja e pagamentos. Vai funcionar primeiro nas Buscas e no Gemini nos EUA, onde marcas como Amazon, Shopify, Walmart, Target, Carrefour, Shoppe, Visa, Mastercard haviam adotado o UCP.
É um movimento que também rivaliza com aquilo que a OpenAI quer com o ChatGPT. Nos EUA, a companhia implementou recursos que possibilitam aos usuários comparar produtos e visualizar links de compra diretamente na interface do chatbot.
Mais IA nas buscas
Por fim, as buscas vão ganhar mais três recursos de IA. O Gemini 3.5 Flash poderá criar gráficos e pequenas animações como forma de dar respostas, indo além do texto. Outro recurso será a integração da ferramenta “personal intelligence”, que vai poder criar respostas combinando dados encontrados na web com informações pessoais em outros produtos do Google, como Gmail, Google Photos e Calendário.



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