Um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) — e divulgado nesta terça-feira (dia 19) — revela que entre os reajustes salariais acumulados no ano de 2026, 90,2% ficaram acima da inflação, subindo em média 1,81% a mais do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os números consideram resultados acumulados até abril.
Por outro lado, 6,6% ficaram iguais a inflação e 3,2% ficaram abaixo, entre janeiro e abril desse ano. O percentual é maior que o registrado no acumulado das últimas 12 divulgações, em que ganhos reais foram observados em 77,1% dos casos e os ganhos reais médios foram de 0,94%.
Observando o resultado por setor, os serviços tiveram o melhor desempenho em 2026, com ganhos reais em 91,7% das negociações. No setor rural, o percentual foi de 90,3%. Depois ficou a indústria, com 89,2%, e o comércio, com 85,7%.
A ordem também se repete na variação real média: os serviços lideram com 2,01%, seguidos pelo setor rural (1,65%), indústria (1,64%) e comércio (1,41%).
Já entre as regiões, o destaque ficou para o Centro-Oeste, com ganhos reais em 93,2% dos casos, e a maior variação real média dos salários, que chegou a 2,24%.
Resultado de abril
Na data-base de abril, 93,5% dos reajustes registrados no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até o dia 8 de maio superaram a inflação. A variação real média foi de 1,39% acima do INPC.
O mês teve 92 reajustes no total. Entre eles, 4,3% conseguiram só a recomposição do poder de compra e 2,2% ficaram abaixo da inflação.
Embora o percentual acima do INPC tenha sido maior que o de março (92,5%), no mês anterior foram registrados 759 reajustes, com variação real média de 1,99%.
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