A 10 dias do prazo final, especialistas avaliam que banco não deve cumprir exigências do BC e da CVM; FGC resiste a empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
A 10 dias do fim do prazo para concluir a capitalização de R$ 8,8 bilhões e entregar os balanços financeiros atrasados, o Banco de Brasília (BRB) enfrenta resistência do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Até o momento, o Tesouro Nacional também não aprovou a operação de socorro à instituição estatal.
Especialistas consultados pelo Correio Braziliense avaliam que o BRB não deve conseguir cumprir o prazo acertado com o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, o BC teria de conceder nova prorrogação, o que geraria impactos negativos na imagem do banco público do Distrito Federal.
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A venda de R$ 15 bilhões em ativos do Master para a Quadra Capital deve render R$ 4 bilhões à vista no fim deste mês, mas os recursos não chegariam a tempo de resolver o problema imediato de caixa. A liberação do empréstimo do FGC depende de análise técnica, aprovação interna, assinatura de contratos e registro de garantias, processo que pode levar até 30 dias.
O professor de economia da UnB César Bergo destacou que o acesso ao crédito do FGC exige garantias sólidas e informações financeiras atualizadas. “Além de não ter as garantias consolidadas, não foi apresentado um balanço para que o fundo possa fazer a análise e conceder o crédito”, explicou.
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O BRB já sofreu três rebaixamentos de rating por agências internacionais desde o início da crise. A S&P, Moody’s e Fitch apontaram incertezas sobre a capacidade de capitalização e fragilidades na governança. Paralelamente, o banco tenta avançar na emissão de novas ações, com possibilidade de o GDF atuar como garantidor.
O ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas Gomes criticou a postura do BC. “O Banco Central está sendo medroso no caso do BRB e está demorando para se pronunciar. Isso acaba prejudicando o BRB, porque provoca uma corrida desnecessária dos investidores”, afirmou.
O caso segue em análise no STF, que discute a legalidade do uso de ativos públicos como garantia. Celina Leão (PP) retirou recentemente duas áreas do plano de capitalização por restrições ambientais e interesse público. A delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, deve ser formalizada até o fim do mês e pode trazer novas revelações sobre o esquema.
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