Furtos de carrinhos de supermercado em Belo Horizonte são investigados: 'Não são episódios pontuais', diz delegado

A Polícia Civil de Minas Gerais decidiu investigar os furtos de carrinhos de supermercados na capital do estado, Belo Horizonte. Segundo o delegado-geral, Rômulo Dias, chefe do 1º Departamento da PCMG, a investigação apura furtos recorrentes com possível atuação de receptadores.
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— A investigação demonstrou que não se trata de episódios pontuais. Há prejuízo econômico elevado, reincidência das práticas e indícios da formação de um mercado paralelo envolvendo esses equipamentos — explicou ele.
Os agentes já recuperaram 120 carrinhos. Entre eles, 18 foram devolvidos a uma das empresas, e os outros passarão por processo de identificação e conferência patrimonial. Eles estavam em diferentes pontos da cidade, muitos deles já descaracterizados, para dificultar a identificação. Segundo a investigação, o prejuízo para as redes chega a R$ 3,5 milhões, com mais de 8 mil itens furtados.
As investigações começaram depois de uma representação feita pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS), que destacou o grande volume dos furtos de carrinhos em Belo Horizonte e detalhou os impactos financeiros e operacionais causados por uma retirada sistemática deles de suas unidades.
— Os levantamentos apontam para uma prática oportunista e reiterada. Ao que constatamos, os carrinhos são retirados principalmente de estacionamentos e áreas externas dos supermercados. Agora, o foco da investigação é identificar os responsáveis pelos furtos, eventuais receptadores e compreender toda a cadeia envolvida nessa circulação irregular. Além do dano patrimonial, a investigação considera os reflexos operacionais e econômicos gerados pelas subtrações sucessivas. Conforme apurado, os custos decorrentes das perdas impactam diretamente o funcionamento das empresas e tendem a ser absorvidos pela cadeia de consumo — explica o delegado José Eduardo Gonçalves dos Santos, da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro.



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