Conhecido por sua luta contra o racismo no futebol, Vini Jr foi provocado a comentar as polêmicas extracampo que cercam a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos. O atacante não discorreu muito. Mas deixou um posicionamento.
— É um tema muito delicado. Esperamos que todos possam entrar e torcer aqui. Futebol é para todos — disse Vinicius Jr, que cobrou soluções da organização. — Espero que possam fazer o que devem.
Os primeiros dias da Copa foram tomados pelo noticiário sobre medidas arbitrárias do governo americano, como jogadores do Iraque interrogados no aeroporto, as dificuldades para liberar a permanência do Irã nos EUA e o veto à entrada do melhor árbitro da África, que precisou voltar para a Somália.
Vini vive a expectativa da estreia do Brasil no torneio, neste sábado, contra Marrocos. Em seu segundo Mundial, ele chega agora cercado de maior expectativa, já que conquistou duas Champions pelo Real Madrid e já foi eleito melhor do mundo no Fifa The Best, em 2024. Mas não quer os holofotes voltados para si e disse que ser o destaque da competição não é sua prioridade.
— Não estou aqui para ser o melhor jogador da competição. Estou para fazer o Brasil voltar ao topo. Tenho mais experiência e estou preparado para fazer uma excelente competição — afirmou o atacante, que diz ter trazido lições da eliminação no Catar, em 2022: — A última copa me ensinou que temos que estar preparados até o último minuto do jogo, porque detalhes definem o rumo na competição. Esperamos fazer diferentes do que na última copa. E nos pequenos detalhes sair na frente.
Tenso ao longo de toda a entrevista, ele só esboçou um sorriso no rosto ao falar sobre os colegas de seleção. Principalmente Neymar.
— Falar sobre os dias aqui… Sempre são os melhores. Com quem joguei desde criança: Paquetá, Bruno.. Sempre foram meus amigos. Neymar a gente deseja que ele volte o quanto antes. Todos os movimentos que aprendi foi vendo ele. Em campo tudo que eu fiz foi para tentar imitar ele. Ele sempre me dá conselhos. Espero ter ele perto. Amanhã a tensão sai, pela ansiedade de representar nosso país. A alegria está dentro de nós e pode vir para fora amanhã na Copa.



