Vini Jr. e Bruno Guimarães comentam mudanças táticas na vitória contra Escócia: ‘Time fica mais móvel’


Com a entrada de Rayan no lugar de Raphinha, a seleção brasileira adotou uma nova formação tática na vitória de 3 a 0 contra a Escócia. O cria do Vasco saía da ponta direita para ocupar o centro de ataque ao lado de Vini Jr., enquanto Matheus Cunha jogou como um “falso 9”, baixando a linha para atuar como um meia. Após a partida, Vini Jr. e Bruno Guimarães, destaques do time, explicaram como as alterações potencializaram a atuação coletiva.

Responsável por duas assistências, o volante Bruno Guimarães disse que o time jogou melhor com um meio campo mais preenchido. Ele afirmou até que o terceiro gol foi fruto de uma jogada muito treinada com Ancelotti.

— Com três no meio, o time fica mais móvel. O Cunha ali também ajuda muito, vindo como um falso 9. A defesa deles estava sempre na dúvida de quem marcar. O terceiro gol, que dei assistência para ele, foi algo que a gente trabalhou. Entrei ali, atacando como camisa um 9.

O jogador frisou que só talento não basta, e que é necessária muita movimentação em campo para abrir os espaços.

— Tem que dificultar a defesa. A gente tem muito talento, mas talento sem se movimento não é nada. A gente tem que se movimentar, não pode ficar parado no campo. A gente está se movimentando bem, acha os espaços — disse Bruno Guimarães, que rechaçou uma “preferência” na próxima fase. — A gente fez o nosso, que era passar em primeiro. Agora é encarar como uma final, porque é final, se perder está fora. Se for o Japão, a gente já jogou com eles amistoso, sabemos como jogam. A gente progrediu muito, ainda tem muito a melhorar. É pezinho no chão, jogo a jogo.

Vinicius Jr. também elogiou as mudanças táticas, que fizeram com que ele jogasse mais centralizado na referência do ataque do que de costume. Ele foi eleito o melhor em campo pela terceira vez e igualou a marca só alcançada por Ronaldo, Jairzinho, Romário e Rivaldo, com 3 gols na fase de grupo.

— Algo muito importante (a marca), mas sempre falo que não ligo muito para os números. Jogo mais pelos lados, não faço tantos gols. Mas nessa Copa o Mister mudou minha posição, onde consigo me adaptar muito bem, fazer os gols, ajudar a equipe, que é o mais importante — explicou Vini, que disse que a melhoria do Brasil passou pelo entendimento das nuances do jogo. — Entender o melhor momento para atacar, e entender o melhor momento para se defender também, porque a gente vai ter que saber sofrer nessa competição, que tem muitos bons jogadores e grandes equipes. Queremos seguir nesse ritmo.

Vini também “agradeceu” aos companheiros pelas assistências.

— Se todo mundo tiver bem, as bolas vão chegar ali no ataque p eu fazer gol. Muito feliz com as assistências, primeira do Rayan. Do Bruno foi a segunda q ele me dá na competição.

Outra mudança tática no time foi a nova postura de Douglas Santos, que agora está subindo mais ao ataque.

— Nesses dois últimos jogos o Ancelotti pediu para eu subir um pouco mais quando tivesse a posse de bola. Procurando ajudar o Vini, o pessoal do ataque. Vai ajudar a gente a fazer gols, fazer bons jogos — explicou o lateral esquerdo, que comentou a importância da força coletiva. — O que o Mister tem colocado para a gente, a questão de cada um pegar sua responsabilidade, tem feito que o grupo jogue muito bem. Para que Neymar, Vini não peguem tanto a responsabilidade para si, mas possam jogar o jogo deles livre, com ousadia, com alegria.



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