A seleção brasileira treina há pouco mais de uma semana nos Estados Unidos, país onde disputará todas as partidas da primeira fase da Copa do Mundo e, na véspera da estreia contra Marrocos, Carlo Ancelotti possui apenas um esboço da equipe titular. As laterais e uma das vagas no ataque seguem indefinidas — pelo menos até nesta sexta-feira.
O técnico italiano corre contra o tempo para definir uma equipe que consiga responder à velocidade da seleção africana — demonstrada no último amistoso contra a Noruega — e, ao mesmo tempo, execute blocos de pressão alta na saída de bola dos marroquinos.
No gol, Alisson é unanimidade. Apesar da concorrência com os outros convocados, Ederson e Weverton, o goleiro do Liverpool sempre foi a primeira opção de Ancelotti, mesmo retornando de lesão pouco antes da Copa.
Nos treinamentos, as equipes mistas deram a entender que Ancelotti também tem dúvidas na zaga. Léo Pereira e Gabriel Magalhães disputam posição, enquanto Marquinhos é titular absoluto.
A lateral-direita é uma das grandes dúvidas de Ancelotti após a lesão de Wesley, da Roma. Para a posição, a seleção tem à disposição Danilo, do Flamengo, e Ibañez, do Al-Ahli. Na última sessão de treinos, o italiano fez trocas na posição, dando preferência a Ibañez, que possui mais vigor físico que Danilo. A experiência do lateral do Flamengo, no entanto, também pode pesar a favor na escolha do atleta titular.
A lateral-esquerda também não foi definida. Alex Sandro, do Flamengo, e Douglas Santos, do Zenit, disputam a vaga.
No meio, Paquetá parece ter ganhado definitivamente a confiança de Anceloitti e deve ser mantido como terceiro homem de meio-campo, ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães, dupla titularíssima com o italiano.
Sobre o ataque, recaem outras dúvidas do técnico da seleção brasileira. Para executar uma boa marcação-pressão sobre a zaga marroquina, Igor Thiago tem se mostrado uma boa opção nos treinamentos. O atleta, na verdade, demonstra força neste quesito desde o amistoso com o Egito.
Ancelotti, no entanto, indica a volta de Cunha na equipe inicial, sobretudo pelo fato de o camisa 9 ser mais técnico e mais versátil em campo, comparado a Igor Thiago, mas a exigência física da estreia pode pesar contra o atacante do Manchester United.
Cunha também seria importante para a execução do esquema sem a bola do Brasil: nessa fase, a seleção joga no 4-4-2 e é Matheus quem recompõe pela esquerda, com Paquetá pela direita, dando maior liberdade para Vini Jr e Raphinha.



