‘Temos que acertar mais o gol’


O Botafogo venceu a Chapecoense por 1 a 0, nesta terça-feira, no Estádio Nilton Santos, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil. Apesar do alto volume ofensivo, o time alvinegro só conseguiu balançar as redes aos 45 minutos do segundo tempo. O técnico Franclim Carvalho, em entrevista coletiva, valorizou a vitória, mas admitiu que a equipe precisa melhorar a pontaria.

No confronto de hoje, o Botafogo finalizou 19 vezes, mas só acertou o alvo em três oportunidades. É bem verdade que os chutes de Montoro e Kadir, que acertaram a trave, e a finalização de Vitinho, que o zagueiro Eduardo Doma salvou em cima da linha, não entram nas estatísticas.

— É pouco, temos que acertar mais no gol. Temos que definir melhor. Pensando como equipe, estamos insatisfeitos de ter feito 33 cruzamentos, 19 arremates e só um gol. Trabalhamos muito isso durante a semana. O fato de criarmos as oportunidades nos leva a ficar mais perto do gol. Isso é importante. Eu disse que faríamos muitos gols, e estamos sempre fazendo. Hoje fizemos um — disse Franclim.

O treinador português também destacou o primeiro jogo do Botafogo sem sofrer gols desde fevereiro. A última vez que o alvinegro tinha saído de campo sem ser vazado havia sido no dia 28 de fevereiro, no empate sem gols contra o Boavista, pelo segundo jogo da final da Taça Rio, ainda com Martín Anselmi.

— O fato de não sofrermos gol é muito importante. Hoje, só fizemos um gol, como contra o Caracas. Então foi o jogo que fizemos menos gols. Pensamos no time como um todo. Quando não sofremos estão todos de parabéns. E quando fazemos estão todos de parabéns. Estou satisfeito por não termos sofrido gol e ganhado em casa. O resultado no intervalo me parece injusto, mas não acho que há injustiça no futebol. Já deveríamos ter ido para o final do primeiro tempo em vantagem — ressaltou o treinador.

Com a vantagem mínima para o Botafogo, os times voltam a se enfrentar no dia 14 de maio, na Arena Condá, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. O resultado também colocou um fim ao jejum de Franclim Carvalho atuando no Estádio Nilton Santos — esta foi a primeira vitória do treinador em casa, que agora tem dois empates e uma vitória.

Veja outras respostas do treinador

Debandada de jogadores no meio do ano

— Eu já disse que o Botafogo é uma equipe que tem muito jogador desejado, de qualidade. É normal que sejam assediados, pretendidos. É assunto para a diretoria. Sei que até 31 de maio não vai sair ninguém. Depois, vamos ver e resolver. Saem uns, entram outros, isso é normal. Do elenco mais vitorioso da história do Botafogo (2024) estão 11 atletas. Temos que trabalhar com isso.

Mudanças no time titular

— Primeiro, porque quem decide sou eu. Nós não temos uma equipe titular, temos um elenco titular. Quando mudamos no jogo da Argentina, eu disse isso. Não estou de acordo com a análise de quem o primeiro tempo foi inferior ao segundo, mas respeito. O adversário quis sempre quebrar o jogo, fazer cêra. O juiz não pode fazer nada, além do que fez, que foi dar tempo extra.

— Acho que poderia dar até mais, mas é decisão dele. Até o apito final, temos que tentar fazer gol. Ainda bem que fizemos aos 90. Enquanto a bola está rolando, vamos buscar. Entendemos, nós da comissão, que era o melhor 11 para começar a partida de hoje e fiquei muito satisfeito com o jogo do Montoro e do Kadir, já disse a eles. Acho que a equipe no primeiro tempo criou oportunidades suficientes para abrir o placar.

— O Santi teve uma situação, por isso ficou de fora. Situação do Villa (Villalba) foi só pelo limite de estrangeiros. Claro que isso nos limita, mas vou ser repetitivo, nós sabemos as regras do jogo. O regulamento defende o jogador local, é importante. Os jogadores sabem que temos essa limitação, e nós tentamos, dependendo do jogo e do rendimento de cada um, trazer os que estão em melhores condições.

— Gosto muito do Bastos. Os jogadores que estavam em 2024 tinham uma vantagem sobre os outros, porque eu já os conhecia. Não me surpreende o rendimento do Bastos e nem do Ferraresi. O mesmo vale para o Barboza. Esses zagueiros estão à frente dos outros, essa é a verdade. Mas temos joias do bairro para lançar. Qualquer um dos três pode jogar ou ficar fora, hoje ficou o Barboza, pela sequência de jogos.

Jogadores assimilarem a ideia

— Eles fazem me sentir bem recebidos (staff), são pessoas que merecem os parabéns todos os dias. Todos os treinadores e as comissões tem a sua ideia, acho que a diferença é o jogador conseguir interpretar isso. Nós temos um elenco muito qualificado. Temos a questão do mercado pra junho, que nós sabemos que temos jogadores que são desejados. Nosso trabalho é juntar as peças e mostrar o caminho.

— Lá dentro tentam desviar e encontram caminhos que não estamos a ver, os jogadores ajudam muito, principalmente os mais velhos, trocamos algumas ideias, isso pra mim é muito importante. Eu sugiro, tenho a minha ideia, as vezes eles não se sentem confortáveis e tentamos chegar em um acordo. Eu acho que da minha mão não tem muito, tem muito das mãos e dos pés dos jogadores e da cabeça, porque eles que entram lá dentro que interpretam e concretizar o que nós pedimos.



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