A relação com Daniel, segundo o relato dela, intensificou os conflitos dentro de casa. Suzane conta que levava uma vida dupla e escondia dos pais encontros e viagens. “Eu saía de casa dizendo que ia pro karatê, mas ia pra casa do Daniel”, disse. O ápice, segundo ela, ocorreu quando os pais viajaram por 30 dias, período que descreveu como “um sonho que eu não queria que acabasse”: “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ’n’ roll”. A partir daí, afirma, a ideia do crime foi sendo construída gradualmente: “Nós não falávamos em matar meus pais. A gente dizia que seria muito bom se eles não existissem”.



