Surpresa da convocação, Rayan comenta festa na Barreira do Vasco e brinca sobre disputa de pipas na seleção: ‘Vai ter volta’


Uma das surpresas da lista de Carlo Ancelotti, Rayan desfruta dos seus primeiros dias de jogador de Copa do Mundo. E sem perder a leveza. O atacante de 19 anos, que já participou de uma disputa de pipas com outros companheiros de seleção, concedeu sua primeira entrevista coletiva na Granja Comary. Ele falou do sonho que está vivendo e da expectativa para o Mundial.

— Fui recebido muito bem. O momento da pipa foi de descontração, todos me receberam muito bem. Paquetá e Bruno Guimarães me receberam bem demais. Minha dupla (na pipa) era o Wesley, Bruno e Paquetá eram a outra. Foi três pipas para cada. Só cortamos uma e voaram duas. Vai ter volta e vamos dar a volta por cima (risos) — disse Rayan.

Além da boa recepção, Rayan também conta com a experiência dos jogadores mais velhos do grupo de Carlo Ancelotti para ter tranquilidade neste início de trajetória na seleção brasileira. Aos 19 anos, o atacante está somente na sua segunda convocação, mas recebe conselhos de Danilo, do Flamengo, e Casemiro para tirar o peso de vestir a Amarelinha.

— Casemiro e Danilo sempre conversam comigo e Endrick, os mais jovens do grupo, sempre falam que temos muito a aprender. Eles têm uma liderança muito forte. Querem que entramos leves em campo, sem sentir todo o peso que tem o Brasil. Com 19 anos temos que fazer o que fazemos de melhor. Casemiro é uma grande liderança para a gente.

Nos compromissos que antecedem a estreia na Copa, Rayan deve viver um momento especial. O Brasil faz amistoso contra o Panamá, domingo, no Maracanã. O atacante revelado pelo Vasco irá vestir a camisa da seleção pela primeira vez diante da torcida carioca e de sua família.

Veja outras respostas de Rayan

Vai ser o mesmo Rayan do Vasco, que era provocativo em clássicos, na seleção?

— Sim. Dentro de campo acontece muita coisa, mas todos sabem que tenho uma personalidade forte. O que for acontecer vai acontecer. Vou dar meu máximo. França, Argentina… São jogos importantes. Quero dar meu máximo para o Brasil ser hexa.

Adaptação ao futebol inglês

— É felicidade jogar a Premier League, é a liga mais forte do futebol mundial. Todos (no Bornemouth) me receberam muito bem, o clube tem uma baita estrutura. Cheguei dando assistência no primeiro jogo e fazendo gol no segundo, então acho que é uma bagagem muito forte. Foi esse momento que me trouxe até aqui. Fiquei feliz de ter colocado o clube em sua primeira competição europeia.

Desafio é a preparação física ou mental?

— Os dois. Tem que se preparar dentro e fora de campo. Tem muitas pessoas que nos ajudam aqui dentro. É viver o momento a cada dia, a cada treino. Temos que nos preparar nos dois amistosos, serão os dois jogos da nossa vida.

Na última Copa, ele estava pintando ruas. Como foi a reação de estar no grupo agora?

— A Barreira (do Vasco) está tendo muita festa (risos). Muitas pessoas estão pintando as ruas, pintando meu rosto, é um momento de felicidade não só para mim, mas para a comunidade onde cresci e vivi durante muito tempo. Depois da notícia minha família fez uma festa, acho que estão fazendo a festa até agora (risos). Na Barreira vai ter até telão para ver os jogos. Só quero desfrutar disso tudo.

Esperava que tudo fosse acontecer tão rápido na carreira?

— Na verdade, não. Três anos atrás nem sabia o que seria da minha carreira porque não estava vivendo um momento muito feliz no Vasco. De dois anos para cá estou vivendo um momento muito feliz na carreira. Ano passado, no Vasco, e agora com o Bournemouth, comecei a ser artilheiro. Estou feliz, quero desfrutar, tenho 19 anos e vou defender o Brasil.



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