Pesquisadores da Universidade de Oulu, da Finlândia, publicaram no fim do mês de março um estudo realizado ao longo de dez anos que investigou a associação entre a regularidade dos horários de sono (desde a hora de se deitar até a hora de se levantar) e a incidência de eventos cardíacos adversos e doenças cardiovasculares em adultos de meia-idade
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inhaA amostra final incluiu 3.231 participantes, dos quais cerca de 40% eram homens e 60%, mulheres. As primeiras medições foram feitas durante uma semana, quando o grupo t uma idade média de 46 anos. Depois, eles foram acompanhados por 130 meses — ou seja, quase 11 anos —, utilizando dados de registros de saúde.
Os cientistas conseguiram mostrar um risco maior de eventos cardiovasculares graves, especialmente quando o tempo medido, na cama, era inferior a oito horas por noite. No grupo dos que dormem até 7h56 por noite, o risco era quase o dobro daqueles que mantêm padrões de sono mais regulares.
Já pessoas com horas de acordar irregulares não mostraram nenhum aumento no risco de acidentes cardiovasculares graves, definidos, pelo estudo, como aqueles que exigiram cuidados médicos especializados, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Laura Nauha, pesquisadora da Universidade de Oulu, afirma que os “resultados sugerem que a regularidade do horário de dormir, em particular, pode ser importante para a saúde do coração”.
“Ela reflete os ritmos da vida cotidiana — e o quanto eles flutuam”, afirmou ela.
Ela falou que pesquisas anteriores chegaram a mostrar a ligação entre padrões de sono irregulares e saúde do coração, mas ponderou: “Esta é a primeira vez que analisamos separadamente a variabilidade na hora de dormir, na hora de acordar e no ponto médio do período de sono — e suas associações independentes com eventos cardíacos importantes”.
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