O mundo está em alerta após um cruzeiro ser interditado por conta de sete casos de hantavírus. O vírus normalmente é transmitido pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores, mas, no caso do navio — que saiu da Argentina em direção à África do Sul —, são da cepa Andes, capaz de transmitir entre humanos.
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No entanto, o hantavírus não é uma descoberta recente. Na verdade, ele foi isolado pela primeira vez em 1978, na Coreia do Sul.
Uma mulher que sobreviveu ao hantavírus em 2011 relata como o vírus lhe causou duas paradas cardíacas, problemas neurológicos permanentes e a forçou a reaprender a andar.
Em entrevista ao veículo KPAX-TV em 2018, Debbie Zipperian, de Montana, nos Estados Unidos, contou como foi a experiência. A americana diz que bastaram cinco minutos dentro do galinheiro para que fosse infectada: “Tive que ficar de quatro, e tinha cocô por toda parte, sabe, em todos os cantos. E meu rosto ficou bem perto”.
Ela relembra que os sintomas começaram uma semana depois, com dores fortes no pescoço e nas costas, junto a problemas respiratórios. Zipperian nota, também, que sua memória da época é “nublada”: só se recorda de ser levada para o hospital.
Foram três viagens ao centro médico para que conseguissem diagnosticá-la com o hantavírus. Na terceira, ela foi hospitalizada e só foi acordar sete dias depois: “Meu coração parou duas vezes, e eles não conseguiram me intubar porque eu estava muito instável e não conseguiam me sedar”, explica.
Curada após os sete dias, ela ainda teve a vida marcada pelo vírus por algum tempo. A americana ficou com sequelas permanentes na coluna e no sistema neurológico e teve que reaprender a andar.
Ela diz que sua melhora se deve ao filho, Wyatt, uma vez que seu marido, hoje falecido, já estava doente na época: “Pensei no meu filho, ele precisava de mim, e o pai dele estava tão doente, era só nisso que eu pensava. Wyatt, Wyatt, Wyatt, meu apoio é meu filho e minha família, e acho que você precisa ter isso”.
Na época da entrevista, em 2018 — sete anos depois de ter sido infectada —, ela ainda tinha problemas de memória e concentração: “Sinto que sou uma pessoa de sorte porque vivi”.
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Sobrevivente de hantavírus relata doença que a fez reaprender a andar: 'Meu coração parou duas vezes'



