Marli Rodrigues foi nomeada assessora especial de Celina Leão em maio; uma semana após postagens do sindicato, superintendente da Região Sul foi exonerado e substituído por médico apontado como próximo da sindicalista
Nos últimos dias, o SindSaúde intensificou as críticas à gestão da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, publicando relatos sobre problemas estruturais e de atendimento na rede pública. As postagens chamaram atenção por contrastarem com o tom mais moderado que a entidade vinha adotando em meses anteriores.
Chama atenção, no entanto, o fato de a presidente licenciada do sindicato, Marli Rodrigues, ter sido nomeada Assessora Especial da governadora Celina Leão em 6 de maio de 2026, com salário próximo de R$ 12 mil. A nomeação ocorreu um mês após o não pagamento da progressão da carreira GAPS e logo depois de a sindicalista declarar que a categoria cobraria nas urnas. Não há conexão direta evidente entre os dois fatos, mas a proximidade temporal não passou desapercebido da categoria.
Leia também
Na última quinta-feira (26), em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal, foi publicada a exoneração do superintendente da Região Sul, Dr. Willy. Ele ocupava o cargo há algum tempo e, segundo relatos de servidores, vinha conduzindo o trabalho de forma estável. No mesmo ato, foi nomeado para o posto o médico Gabriel Pimentel, aprovado recentemente no concurso da Secretaria de Saúde.
Gabriel Pimentel atuava até pouco tempo como especialista em cargo administrativo na SES. Após a aprovação no concurso de médico, foi nomeado gerente do Instituto de Saúde Mental, cargo que permite acumular remuneração. Entre servidores da pasta, circula a informação de que ele manteria proximidade com Marli Rodrigues. Nos últimos dias, segundo relatos de colegas, Gabriel já comentava que assumiria um cargo estratégico na estrutura da Secretaria.
Leia também
O timing entre as postagens críticas do SindSaúde e a exoneração do superintendente da Região Sul gerou questionamentos no meio da saúde. Especialistas e servidores da área atribuem o caos crônico da rede pública principalmente à instabilidade administrativa e à falta de planejamento de longo prazo. A sucessão de mudanças em cargos de comando, sem explicações públicas, reforça a percepção de que a gestão da saúde continua operando de forma fragmentada.
#saudedf #sindsaude #celinaleao #gdf #eleicoes2026










