Setor da prostituição fervilha com o desembarque na Tailândia de 5 mil militares dos EUA que passaram 270 dias no mar

O setor da prostituição está fervilhando após o porta-aviões dos EUA USS Abraham Lincoln atracar nesta quarta-feira (2/9) na cidade turística de Pattaya (Tailândia), conhecida pela beleza natural e por serviços sexuais.
A agitação não é para menos: a gigantesca embarcação transporta 5.000 marinheiros e fuzileiros navais, que estão no mar há 270 dias seguidos. A visita gerou expectativas de um grande impulso econômico na região.
O Lincoln deixou sua base em San Diego (Califórnia, EUA) em novembro e foi posteriormente redirecionado para o Oriente Médio para apoiar operações militares no conflito entre EUA/Israel e Irã — estabelecendo um recorde moderno de dias consecutivos no mar, segundo parlamentares democratas, contou reportagem do “Independent”.
USS Abraham Lincoln
AFP
Autoridades e a polícia de Pattaya disseram que vão intensifica o combate à prostituição, que é ilegal na Tailândia, mas admitiram que as operações podem não ter o efeito desejado.
“Estamos fazendo o possível, mas é difícil”, disse o chefe de polícia de Pattaya, Anek Srathongyoo, na segunda-feira (31/8), explicando que profissionais do sexo podem abordar clientes em áreas públicas sem o conhecimento da fiscalização.
Apesar de operações ocasionais de repressão, a indústria do sexo é visível abertamente nos principais polos turísticos, incluindo partes de Bangkok e Pattaya.
Para mostrar serviço, a polícia de Pattaya deteve dezenas de pessoas por suspeita de prostituição durante operação na orla da cidade dias antes da chegada do porta-aviões.
Após atracar nas proximidades de Laem Chabang, acompanhado por duas outras embarcações da Marinha, o pessoal a bordo terá permissão para descansar e se recuperar depois do longo período no mar. A missão prolongada trouxe relatos de preocupações com a saúde mental e condições precárias a bordo. Dois veículos de imprensa especializados em assuntos militares descreveram, neste mês, tentativas de suicídio e a queda do moral da tripulação.
Em Pattaya — uma vila de pescadores que se transformou parcialmente em centro turístico graças aos militares americanos que buscavam lazer e descanso durante a Guerra do Vietnã —, há quem espere um impulso financeiro.



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