Servidores da Ebserh optam por manter greve e empresa entra com pedido de dissídio

Servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), convocados pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e demais entidades, deflagraram uma greve nacional para reivindicar, em resumo, a recomposição e reajustes salariais, reajuste no auxílio-alimentação, além de outras pautas sociais. Até o momento, 13 estados já aderiram a greve.
Nesta quarta-feira (dia 1º), as entidades optaram por manter a greve, o que levou a empresa a entrar com dissídio coletivo (quando as questões são resolvidas na Justiça). De acordo com o Condsef, essa judicialização é temerária porque “a jurisprudência no TST [Tribunal Superior do Trabalho] é decidir por reajustes abaixo da inflação; nesse caso de dissídio, também, as novas cláusulas sociais seriam desconsideradas”.
O TST também determinou que 80% do efetivo mínimo deve permanecer trabalhando nas áreas médico/assistenciais e administrativas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A Ebserh apresentou na terça-feira (dia 31) uma nova proposta, após a negociação mediada pelo TST de segunda-feira ter sido considerada insuficiente pela Confederação e entidades. Na nova proposta, a empresa passou a oferecer 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para recomposição do salário e a todos os benefícios — diferentemente da proposta apresentada no dia anterior, quando ofereceu 80%.
Mas a Condsef e as demais entidades voltaram a destacar que a proposta é “insuficiente”, uma vez que a greve foi deflagrada exatamente neste momento para reivindicar o ganho real de salário. Eles observam que, com o avanço do calendário eleitoral, os entes ficarão proibidos de conceder reajustes (o Tribunal Superior Eleitoral admite apenas recomposição a alguns meses da eleição).
Entenda as reivindicações
No caso das pautas econômicas, referente ao vencimento, os servidores reivindicam a aplicação de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para recomposição do salário entre o período de 1º de junho e 2025 a 31 de maio de 2026, a recomposição de perdas salariais dos últimos dez anos — calculada pelo INPC — correspondente a 16,38% a partir de 1º de junho de 2026, e o reajuste de 15% de ganho real, a ser aplicado a partir de 31 de maio.
Outro ponto de reivindicação é o reajuste do auxílio-alimentação para R$ 1.800, acrescidos de gratificação natalina de igual valor, com vigência a partir de 1º de junho de 2026. Há ainda reajuste para outros auxílios como o pré-escolar, o educação, e o para pessoa com deficiência.
Quanto às causas sociais, a minuta de proposta aprovada em plenária abrange a prevenção e combate ao assédio, políticas de ações afirmativas e inclusão e acessibilidade, além de proteção ao trabalho da mulher.
O Rio de Janeiro aderiu à greve na segunda-feira (dia 30). Além dele, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.



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