Senado tem 25 pedidos de impeachment contra o ministro Dias Toffoli


Maioria das representações ainda aguarda análise inicial; três citam caso Master como motivo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli acumula 25 pedidos de impeachment no Senado Federal. O levantamento não inclui a solicitação anunciada em 12 de fevereiro de 2026 pelo Partido Novo. Toffoli passou a sofrer pressões após virem a público informações sobre sua relação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Dos 25 pedidos registrados no sistema do Senado, três citam o caso Master como motivação. Em 11 de fevereiro de 2026, Toffoli deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal apontar menções ao seu nome no celular de Vorcaro. A decisão foi tomada após reunião com os demais ministros da Corte. André Mendonça substituiu Toffoli na condução da ação.

Previsto em lei desde 1950, o impeachment de ministros do STF nunca ocorreu. O processo segue regras semelhantes às aplicadas a presidentes da República, com diferença principal: cabe ao presidente do Senado – hoje Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – aceitar ou rejeitar a denúncia. Qualquer cidadão pode apresentar pedido de destituição.

Os três pedidos mais recentes, todos ligados ao Banco Master, foram protocolados em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro de 2026. São representações de civis e aguardam despacho de Alcolumbre.

Em 2025, há quatro pedidos pendentes de análise inicial. Dois foram apresentados em 12 de agosto de 2025, um deles cita decisão de Toffoli de 20 de dezembro de 2023 que suspendeu pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F (grupo JBS) em acordo de leniência da Lava Jato. O ministro apontou dúvidas sobre a voluntariedade do acordo e determinou a paralisação dos pagamentos.

Um pedido de agosto de 2025 menciona outros ministros do STF nominalmente, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux, Edson Fachin, André Mendonça, Nunes Marques, Luís Roberto Barroso (hoje aposentado) e Cristiano Zanin, além de Toffoli.

Os pedidos mais antigos, entre 10 de abril de 2015 e 6 de dezembro de 2019, somam 16 representações e foram todos indeferidos na fase inicial. Há também dois pedidos de 11 de maio de 2021 e 8 de junho de 2021, que passaram pela Advocacia-Geral do Senado.

Um dos pedidos de 2019 tem como uma das autoras a vereadora Janaina Paschoal (PP-SP), que assinou a petição de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, aprovada em 2016.

O Banco Master é alvo de apuração da Polícia Federal por suspeita de fraudes financeiras, com movimentação de cerca de R$ 12 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos irregularmente. Toffoli é sócio da Maridt Participações, empresa dirigida por irmãos dele que fez negociações com fundo ligado ao Master. A PF encontrou conversas no celular de Vorcaro com menções ao ministro.

Em nota, o STF afirmou que não há cabimento para arguição de suspeição contra Toffoli, mas que o ministro decidiu deixar a relatoria do processo.

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