Semana Santa: veja como identificar um peixe fresco na hora da compra

Com a chegada da Semana Santa, aumenta a procura por peixes e frutos do mar. Diante da alta demanda do período, órgãos de fiscalização intensificam as ações de fiscalização nos estabelecimentos. Ainda assim, na hora da compra, o consumidor deve redobrar a atenção para escolher produtos de qualidade e evitar riscos à saúde.
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro reforçou a fiscalização neste período e ampliou a orientação a consumidores e comerciantes sobre boas práticas de manipulação, conservação e consumo de pescados. A recomendação da pasta é verificar se o produto está sob refrigeração adequada, observar características de frescor e dar preferência a itens com selo de inspeção (SIM, SIE ou SIF), que garantem a procedência e a segurança dos alimentos.
—A educação sanitária é uma aliada fundamental da fiscalização. Informar a população sobre como identificar um pescado seguro e como armazená-lo corretamente contribui diretamente para a prevenção de doenças e para escolhas mais conscientes — ressalta André Medeiros, médico-veterinário da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal.
A Divisão de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Niterói também intensificou as orientações e destaca que a atenção do consumidor é essencial para garantir alimentos seguros à mesa.
— A população precisa redobrar a atenção na hora de comprar pescado. Características como olhos brilhantes, guelras vermelho-vivo e escamas firmes são sinais de que o peixe está fresco. Qualquer alteração pode indicar que o produto não está próprio para consumo — alerta o chefe da Vigilância Sanitária, Francisco de Faria Neto.
Como identificar peixe fresco
Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio, o consumidor deve ficar atento às seguintes caracterrísticas para identificar peixe fresco:
Olhos – devem estar salientes, ocupando toda a órbita ocular, translúcidos e sem coloração opaca ou avermelhada;
Pele – deve estar brilhante, úmida, com aspecto metálico e coloração característica da espécie, sem excesso de muco;
Brânquias – precisam apresentar coloração vermelho-vivo, nunca escurecida;
Odor – deve ser suave, sem cheiro forte ou desagradável;
Nadadeiras e escamas – devem estar bem aderidas ao corpo;
Textura – ao pressionar, a carne deve ser firme e retornar rapidamente ao normal, sem deixar marcas.
Condições dos estabelecimentos
Além da aparência, a Vigilância Sanitária de Niterói explica que as condições de higiene e conservação dos estabelecimentos também devem ser consideradas. A orientações são as seguintes:
Prefira pescados mantidos sob gelo ou refrigeração adequada;
Em supermercados, verifique se os produtos estão em balcões frigoríficos;
Em feiras livres, observe se os peixes estão sobre gelo picado;
Evite produtos expostos ao sol, poeira ou insetos;
Fique atento à higiene dos manipuladores;
Não compre alimentos com odor forte ou desagradável;
Em produtos congelados, verifique a integridade da embalagem e a presença de cristais de gelo;
Confira sempre a validade e a procedência.
Cuidados após a compra
Após a compra, o cuidado deve continuar, segundo a Vigilância Sanitária de Niterói. A recomendação é transportar o pescado em bolsa térmica, mantê-lo sob refrigeração e evitar deixá-lo fora da geladeira por longos períodos.
Outra orientação é consumir o alimento o mais rápido possível ou mantê-lo congelado até o preparo, reduzindo o risco de contaminação.



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