Sem priorizar competições, Flamengo inicia na Copa do Brasil contra o Vitória e aposta na capacidade de Jardim de rodar o time


Ao contrário da temporada passada em que a grande meta do Flamengo era voltar a vencer o Brasileirão — levou a Libertadores também — e deixou a Copa do Brasil em segundo plano, em 2026, diretoria, técnico e jogadores evitam elencar prioridades. Nesta quarta-feira, o rubro-negro estreia na competição diante do Vitória, às 21h30, no Maracanã, no jogo de ida da quinta fase da competição. O objetivo é ir mais longe do que as oitavas de final da edição passada.

Não é simplesmente uma mudança de discurso. Diretoria e comissão técnica se baseiam no tamanho e na força do elenco do Flamengo para que o time possa ir bem nas três frentes este ano. Por enquanto, está dando certo. A equipe lidera seu grupo na Libertadores com duas vitórias e segue na cola do líder Palmeiras com um jogo a menos no Brasileiro.

A prova do poder do elenco rubro-negro será dada, realmente, a partir de agora. Até a parada para a Copa do Mundo, no fim de maio, o time terá 18 jogos pelas três competições. Lembrando que a Copa do Brasil é eliminatória — a partida de volta em Salvador será no dia 14 do próximo mês.

— Qualquer campeonato que a gente entra é para ser campeão. E a gente já foi campeão em 2024, e é uma competição muito boa de se ganhar com a camisa do Flamengo. A gente espera sempre brigar por todas as competições, e a gente tem grupo para isso — disse o zagueiro Léo Ortiz após a vitória sobre o Bahia.

Nem precisou a largada da maratona para o técnico Leonardo Jardim começar a rodar os jogadores, seja por opção ou necessidade (suspensões e lesões).

Sob seu comando, o Flamengo foi a campo 11 vezes. Repetiu a escalação em apenas uma oportunidade (o time titular contra o Bahia, no domingo, foi igual ao que venceu o Fluminense, na semana anterior, ambos jogos do Brasileirão).

Mas não foi de forma seguida. A equipe principal que venceu o Independiente de Medellín, pela Libertadores teve cinco jogadores diferentes em relação à formação inicial diante do Flu.

Hoje não será diferente. Jardim não poderá repetir a escalação da vitória sobre o tricolor baiano. O técnico não conta com Lucas Paquetá, que deixou o campo com um edema na coxa esquerda e será desfalque por pelo menos mais uma semana. Pulgar e Carrascal continuam fora.

Mas poderá utilizar Saúl, que finalmente voltou após quatro meses parado em virtude de cirurgia. No último domingo, ele entrou no fim do segundo tempo do jogo e deu a assistência para o gol de Paquetá.

Outro retorno previsto é o de Jorginho, que pode ganhar alguns minutos no time. O volante sofreu uma lesão muscular na panturrilha esquerda há 15 dias.

É característica do treinador português utilizar os atletas que tem em mãos, mudar posicionamentos e esquemas. As escalações de Jardim neste início de trabalho no Flamengo mostram isso. Em somente uma partida ele realizou uma única alteração por escolha própria (contra o Bragantino). Em média, ele tem feito, pelo menos, três alterações em relação à partida anterior.

Nomes que pareciam escanteados no elenco ganham novas chances. Sem uma formação titular absoluta, aparentemente, e com a necessidade de controlar a carga dos jogadores, Jardim vem recuperando alguns atletas com mais minutagem. De la Cruz, Samuel Lino e Bruno Henrique são alguns deles.

O uruguaio tem sido utilizado na reta final dos jogos e voltou a ser titular contra o Cusco, pela Libertadores, numa formação bem alternativa do treinador. Bruno Henrique, recuperado da pubalgia, provou que ainda tem tem boa química com Arrascaeta e pode ser opção no ataque. Assim como Samuel Lino.

Porém, a principal redenção é a de Gonzalo Plata. O treinador conseguiu recuperar o atacante equatoriano dentro e fora de campo. Após problemas disciplinares recorrentes desde o ano passado, o jogador conversou com Jardim, segundo o site ge, e ganhou a confiança do técnico português.

Nas últimas cinco partidas, ele foi titular em três delas e entrou nas outras duas no segundo tempo. Apesar de não ter feito gol, Plata se encaixou bem no esquema montado por Jardim. Todos do elenco terão os próximos 18 jogos para mostrar que não há apenas um time titular do Flamengo.



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