Saída do Palmeiras da Libra é decisão particular de Leila Pereira

O Palmeiras anunciou na terça-feira (05/05) sua desfiliação da Libra, bloco que agregava 11 clubes da Série A, e o torcedor fica a perguntar qual é a importância deste ato e o que muda no futebol brasileiro a partir deste rompimento. E eu respondo: nada, rigorosamente, nada. O tão discutido contrato da cessão de direitos de imagem assinado pelo bloco até dezembro de 2029 será cumprido; os interesses do clube estão preservados; e o parte que cabe a ele será paga conforme o pacto divulgado pela Libra com a anuência do próprio Palmeiras.
A rigor, o desligamento é decisão particular da presidente Leila Pereira, que não quer mais sentar à mesa com o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Questão pessoal, de foro íntimo, que extrapola o embate institucional. A mandatária do Palmeiras alega sérios motivos para não se relacionar com o dirigente rubro-negro e abre mão do posicionamento do clube nas tratativas do bloco acreditando na criação de um liga nacional articulada pela CBF.
Fica a impressão de que o Flamengo saiu vitorioso de um embate, que forçou a Libra a acatar reivindicações quanto à divisão das receitas. Mas fontes sustentam que o acordo sugerido pela desembargadora Lúcia Helena dos Passos, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desfez essa ideia. O Flamengo abriu mão do que esperava ter recebido em 2025, recuperou parte do que alegava ter direito no contrato e os demais receberam os R$ 66 milhões que estavam bloqueados na Justiça.
Em resumo: a Libra se escorava no contrato assinado em 2024 por Rodolfo Landim, com divisão de receitas mais equilibrada. A nova gestão do Flamengo, porém, calculava ter direito a R$ 310 milhões, se mantidos critérios do contrato anterior com a TV. E achou, esmiuçando o documento, inconsistência na redação sobre aferição da audiência. O caso foi judicializado e parte do repasse de 2025 foi bloqueada.
Agora, o Flamengo terá direito a mais R$ 124 milhões até 2029, em cotas de R$ 31 milhões por ano, além do que aferir nos 40% igualitários, 30% por mérito e 30% na audiência gerada. Aliás, o Grêmio, capitulado pelo clube carioca nessa batalha por valores perdidos no novo contrato, levará R$ 24 milhões em cotas de R$ 6 milhões. Os R$ 37 milhões anuais serão repartidos do valores que seriam destinados aos oito clubes da Série A que compõem o bloco.



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