SAF do Botafogo recebe aporte de R$ 78 milhões da GDA Luma e quita dívidas com atletas e do RCE


O Botafogo recebeu, nos últimos dias, um aporte de 15 milhões de dólares (aproximadamente R$ 78 milhões) da GDA Luma, empresa que assinou acordo vinculante para assumir o controle da SAF. A verba foi utilizada para equilibrar o fluxo de caixa, quitar algumas dívidas com o elenco profissional e do Regime Centralizado de Execuções (RCE).

No caso dos atletas, a diretoria alvinegra efetuou o pagamento de valores de direitos de imagem que estavam em aberto, e agora, com tudo fora da recuperação judicial “em dia”, separou a verba para efetuar o pagamento dos salários de julho, que vencem no próximo dia 5. Além disso, o Botafogo também efetuou depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos jogadores.

Ainda há, porém, quantias em aberto com jogadores do atual elenco por conta do atraso de três meses direitos de imagem que entraram no processo de pagamento da recuperação judicial. Com isso, estes atletas precisarão esperar a definição da ordem e fluxo de pagamento da SAF dentro da RJ para saberem quando receberão os valores. O próximo pagamento de direitos de imagem será no dia 20.

Já em relação ao RCE, o Botafogo precisou correr contra o tempo para não ter o regime extinto. Eram dois meses de atraso e, caso chegasse ao terceiro, que seria completado no próximo dia 10, a SAF perderia o direito ao programa e, consequentemente, a proteção judicial que unificava e reduzia o ritmo de pagamento de dívidas. Com isso, o alvinegro poderia ficar sujeito a bloqueios de contas, penhoras de receitas e vendas de bens.

Por conta dos dois meses atrasados, o Botafogo precisou efetuar o pagamento do RCE com uma multa de 20% sobre uma mensalidade, e 50% em outra. Ao todo, o valor pago foi de quase R$ 4 milhões.

A informação do aporte recebido pela GDA Luma foi dada inicialmente pelo Canal do Manel.

De acordo com o contrato assinado entre as partes, a GDA Luma aportará 80 milhões de dólares (cerca de R$ 416 milhões) para se tornar dona de 90% das ações da SAF do Botafogo. As partes negociam um acordo com a Cork Gully, administradora judicial da Eagle Bidco — que é a atual acionista majoritária do alvinegro —, para concluir o negócio.



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