— Direta ou indiretamente, os dois têm relação com o povo. O futebol é o esporte mais praticado do mundo, é o esporte mais amado. Nem por isso você deixa de ser odiado também. Quem joga no Flamengo, o torcedor do Vasco não gosta e vice-versa. Quem joga no Grêmio, o do Inter não gosta. Quem joga no Brasil, o argentino acha ruim. E vamos pelo mundo afora. Na política, principalmente nesses últimos quatro, cinco anos, existe essa polarização de esquerda e direita. Sou de um partido de direita, então com certeza existe, por parte do outro lado, um descontentamento natural. E, até na própria direita também, algumas ações minhas descontentam esse eleitor. Mas faz parte da vida política — disse o ex-jogador.
Romário não se intimida com o crescimento dos embates políticos e deseja se candidatar novamente para permanecer no cargo no cargo de senador em 2030, embora entenda que o cenário pode mudar no futuro.
— Ainda tenho mais quatro anos pela frente. Hoje, digo que pretendo disputar a reeleição ao Senado. Me sinto preparado, competente e capacitado para isso. Mas a política é muito dinâmica. Muita coisa pode acontecer até lá e mudar qualquer planejamento.
Além de senador, Romário hoje também comanda a “RomárioTV” e é presidente do América. Segundo o próprio, ele planeja se manter ocupado, tanto na política quanto no futebol e comunicação “enquanto estiver feliz”.
— Na política, estou há 16 anos. É um tempo suficiente para aprender, para ficar experiente. E como tudo na vida, cada dia a gente vai aprendendo alguma coisa nova. Estou nessa fase e vou ficar nessa fase até o último dia da minha vida, sempre querendo aprender. Mas estou feliz. E enquanto eu estiver feliz, ser presidente do América, ser senador e ser apresentador, pode ter certeza de que eu continuarei — disse o senador.



