Rock in Rio para todos: central de acessibilidade e sala sensorial garantem acolhimento na Cidade do Rock

Além do line-up estrelado, o Rock in Rio também tem se destacado com o olhar atento à inclusão. Com uma lista de mais de dez opções de serviços gratuitos oferecidos na Central de Acessibilidade, pelo quarto ano de festival patrocinado pela Doritos, o festival busca que pessoas neurodivergentes, com deficiência ou mobilidade reduzida também possam curtir o festival.
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Na área de acessibilidade, o festival conta com uma estrutura pensada para que pessoas com diferentes necessidades possam aproveitar a Cidade do Rock com autonomia, conforto e segurança. A Central de Acessibilidade concentra orientações e serviços especializados para o público, como o empréstimo de cadeiras de rodas e também o kit livre, é um equipamento motorizado elétrico gratuito que se acopla a cadeiras de rodas manuais, transformando-as em triciclos para facilitar a circulação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na Cidade do Rock.
— O kit livre facilita muito a mobilidade das pessoas com alguma dificuldade ou pessoas cadeirantes com deficiência. Se você olhar ao redor no festival, você vê que há muitas pessoas com deficiência, pessoas utilizando os espaços, como as plataformas elevadas e outras experiências disponíveis aqui. A gente recebe depoimentos muito positivos das pessoas que usam os espaços — afirma Soraia Alves, gerente de Impacto Social da PepsiCo/Doritos, completando: — Geralmente, o que mais chama atenção são as questões de mobilidade, como o empréstimo de cadeira e o kit livre, porque eles são acessíveis não só para pessoas com deficiência, mas para alguém que, sei lá, quebrou uma perna ou tá com alguma questão temporária.
Na Central de Acessibilidade, as pessoas entram na fila, fazem um cadastro e precisam apresentar um laudo comprovando a necessidade que possuem. O local, no entanto, não atende só pessoas com deficiência permanente. Se a pessoa traz um exame mostrando que tem uma questão temporária e não pode ficar andando muito tempo, as cadeiras também são disponibilizadas. É o caso da professora Maria Alice, de 29 anos, que quebrou o tornozelo dias antes do show no Rock in Rio e precisou usar emprestado uma das cadeiras disponíveis no festival.
— Achei que poderia ser um pouco mais perto da entrada. Durante a espera para o cadastro não tinha onde sentar, mas até que o atendimento foi rápido. Vou usar a plataforma mais alta perto do Palco Mundo. Menos mal, né? Também dá para levar um acompanhante junto. Vou curtir o show agora.
professora Maria Alice, de 29 anos, que quebrou o tornozelo dias antes do show no Rock in Rio e precisou usar emprestado uma das cadeiras disponíveis no festival
Isabella Cardoso
Perto do Palco Mundo, há uma plataforma elevada para quem tem nanismo ou cadeirantes possam assistir aos shows. A experiência dos shows também conta com recursos como tradução em Libras e audiodescrição.
— Aqui também fica a equipe que faz a audiodescrição, e as pessoas cegas ou com baixa visão que precisam do serviço podem pegar um fone aqui. Elas escutam a audiodescrição do que tá acontecendo no Palco Mundo, a equipe vai explicando, por exemplo: “A pessoa entrou pelo lado X do palco, conversou com o público, pediu para bater palma”. Assim, a pessoa consegue participar 100% da atividade — conta Soraia.
Para pessoas com autismo e outras necessidades relacionadas à sensibilidade sensorial, a Cidade do Rock também tem opções. Pessoas neurodivergentes podem retirar kits sensoriais contendo fones, óculos e outros elementos antiestresse. Há também uma sala sensorial, com alternativas para momentos de pausa, regulação e acolhimento em meio à intensidade do festival.
— A sala sensorial foi pensada tanto para pessoas neurodivergentes quanto para o público geral do festival que esteja passando por alguma crise de ansiedade ou desconforto. A sala tem uma capacidade máxima, mas, estando livre, qualquer pessoa pode entrar para descomprimir — diz a gerente de impacto social.
Uma equipe especializada fica disponível durante o festival para orientar e acolher o público ao longo de toda a jornada, incluindo atendimentos específicos para pessoas neurodivergentes e situações de ansiedade ou pânico. Dentro da sala, há sempre alguém que acolhe a pessoa que chega e identifica o que ela precisa.
A tatuadora Kore Duarte, de 22 anos, testou o local durante o segundo dia do festival e aprovou:
— Entrei muito na mosh pit (roda punk) e precisava ficar um pouquinho quietinha. Ali é perfeito, até o ar-condicionado estava bom. Eles oferecem abafador de ruído e têm brinquedos estimulantes também. Tem uma centopeia ali dentro com peso que a minha vontade foi de perguntar: “Posso levar comigo?”. Não mudaria nada, é ótimo ali. A menina que estava atendendo era um amor de pessoa, muito acolhedora. Gostei muito do atendimento. Foi incrível.
A tatuadora Kore Duarte, de 22 anos, testou a sala sensorial do Rock in Rio durante o segundo dia do festival e aprovou
Isabella Cardoso
Ao final do uso, é necessário devolver os kits e as cadeiras.



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