Para Rebecca, o carnaval nunca foi apenas um espetáculo em fevereiro ou março. Musa do Salgueiro há 16 anos, ela vive uma preparação que começa muito antes da fantasia ficar pronta e que vai além do físico.
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— Não é só chegar bonita na avenida — resume, com a objetividade de quem conhece o peso do posto.
A rotina inclui ensaios frequentes, treinos de resistência e cuidados com o corpo, mas também um trabalho emocional contínuo: estar presente na quadra, ouvir a bateria, sentir a resposta da comunidade.
— Minha preparação está sendo bem intensa, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Tenho uma rotina de ensaios, treinos e cuidados com o corpo, porque o desfile exige muito. Mas também tem o lado emocional, de se reconectar com a escola, com o enredo, com a energia do carnaval. Cada ensaio é uma troca com a comunidade, então eu tento estar presente em tudo, absorvendo esse clima, porque isso faz muita diferença na hora de pisar na Sapucaí.
Essa conexão não é discurso ensaiado. Rebecca cresceu dentro da escola, levada pelo avô, responsável pela harmonia dos passistas.
— O samba sempre fez parte da minha vida. Desde pequena eu frequentava a quadra do Salgueiro com meu avô, cresci nesse ambiente, sentindo a bateria, aprendendo a respeitar a história da escola. Passei pela ala de passistas mirins, então não é uma relação que começou agora. O Salgueiro é casa, é raiz, é onde eu aprendi muito sobre disciplina, sobre comunidade e sobre orgulho da minha origem. Desfilar pela escola tem um significado muito maior do que só o carnaval em si.
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Rebecca celebra 16 anos de Salgueiro com homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães: 'Não é só chegar bonita na Avenida'



