A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) será palco, no dia 15 de abril, às 19 horas, do lançamento do livro “A Rebelião”, de autoria do promotor de Justiça e doutor em Psicologia Haroldo Caetano. A obra marca a estreia do autor na literatura memorialística e revisita um dos episódios mais marcantes do sistema prisional brasileiro. A solenidade será no Auditório 1 do Palácio Maguito Vilela.
A publicação reconstrói a rebelião ocorrida em março de 1996 no Centro Penitenciário de Atividades Industriais do Estado de Goiás (Cepaigo), atual Penitenciária Odenir Guimarães, considerada a maior crise prisional da história goiana. À época, a unidade, projetada para abrigar 320 detentos, comportava 782, em meio a denúncias de maus-tratos e falhas estruturais. O cenário se agravou durante uma visita de autoridades realizada sem planejamento adequado, o que contribuiu para o desencadeamento do motim.
O episódio foi liderado pelo detento Leonardo Pareja, figura que ganhou notoriedade nacional à época. Entre as autoridades feitas reféns estava o então jovem promotor Haroldo Caetano, que permaneceu sob domínio dos amotinados por mais de uma semana. Três décadas depois, o autor retoma os acontecimentos com base em sua experiência direta e por um amplo conjunto de fontes, incluindo reportagens, arquivos televisivos e registros oficiais.
Escrito em formato de romance de suspense, “A Rebelião” apresenta uma narrativa que busca reconstruir os fatos sob uma perspectiva crítica, destacando os erros estratégicos e operacionais que contribuíram para o desfecho da crise. A obra também resgata personagens emblemáticos do episódio e propõe uma reflexão sobre o sistema prisional brasileiro.
O livro é publicado pela Editora Jandaíra e já se encontra em pré-venda. A edição conta, ainda, com ilustrações do fotógrafo Carlos Costa, que, à época da rebelião, atuava como repórter fotográfico do jornal O Popular e acompanhou de perto o motim. Atualmente, Costa integra a equipe de comuicação da Alego e realiza coberturas de eventos institucionais e esportivos.
Com o lançamento, a Alego abre espaço para a reflexão sobre um dos episódios mais relevantes da história recente do Estado, reunindo memória, jornalismo e análise crítica em uma obra que oferece o testemunho de quem vivenciou diretamente os acontecimentos.



