Professores da Uerj se reúnem com governador em exercício; audiência foi 'positiva', diz presidente da Asduerj

Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tiveram uma audiência com o governador em exercício, Ricardo Couto. A pauta apresentada ao desembargador é baseada em um tripé: recomposição salarial (reivindicação comum a todos os servidores do estado), recomposição orçamentária e a criação de adicional por tempo e desempenho dos servidores da Uerj.
Segundo o professor Gregory Magalhães Costa, presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), para quem a conversa foi “positiva”, foi apresentado uma majoração no auxílio-alimentação de R$ 600 para R$ 1.500. O novo valor entraria na folha de junho para ser depositado em julho, afirmou. O auxílio não estava na pauta das reivindicações.
— Além disso, ele antecipou a primeira parcela do 13º em um mês. Vamos receber no dia 30 de maio e não no dia 30 de julho — disse Costa, acrescentando que o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj), que representa os técnicos-administrativos da Educação da Universidade, fez a proposta de majorar o auxílio-alimentação dos R$ 1.500 para R$ 2.400 — [O governador] ficou de estudar a proposta, mas vê com bons olhos.
O governador também mencionou o pagamento da duas parcelas da Lei Estadual 9.436/2021 (que autorizou a recomposição do acumulado no período de 2017 a 2021).
A Casa Civil já informou a coluna que o governo, de fato, estuda a viabilidade do pagamento desses valores. A informação teria sido dada às coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ), durante audiência na terça-feira. Ainda de acordo com Gregory, Couto estudará “a possibilidade de pagar o IPCA do último ano”, 2025.
— Já tivemos algumas conquistas, embora não sejam os temas centrais [da pauta], mas estamos avançando também nos temas centrais da greve — analisou Costa.
O professor Leonardo Kaplan, 2º vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), ressalta que “ainda é preciso ter mais concretude no que foi conversado” antes de qualquer movimento em relação à greve instaurada.
— A promessa precisa se concretizar, a majoração precisa acontecer. A questão principal ainda é em relação ao pagamento da recomposição, mais IPCA, a aprovação desse adicional de tempo de serviço (triênio) e desempenho, e a recomposição do orçamento da Universidade, para que, assim, caso sejamos atendidos de maneira satisfatória, possamos avaliar a suspensão da greve — observou Kapal.
Segundo o presidente da Asduerj, uma nova reunião com o governador em exercício deve ocorrer em duas semanas.
O Governo do Estado do Rio foi procurado, e a coluna segue no aguardo da resposta.
Entenda as reivindicações
No caso da recomposição, os professores pedem uma recomposição que compreende o pagamento de duas das três parcelas estabelecidas pela Lei Estadual 9.436/2021 (que autorizou a recomposição do acumulado no período de 2017 a 2021) mais os IPCAs de 2023, 2024 e 2025.
Além disso, os professores também pedem a recomposição orçamentária da UERJ — de forma imediata, eles consideram fundamental a antecipação da suplementação orçamentária ainda no primeiro semestre deste ano e, de maneira mais geral, a construção de um Plano de Recomposição Orçamentária.
Para valorização de seu quadro, os professores pedem a criação de um adicional por tempo e desempenho. E os estudantes mencionaram a construção da primeira parte da nova sede da Uerj Zona Oeste. No fim de abril, professores, alunos e técnicos-administrativos fizeram uma manifestação em Campo Grande para pressionar pelo início das obras do novo campus.
Os professores estão em greve desde o dia 25 de março. A paralisação na Uerj foi ampliada no dia 9 de abril com a adesão dos técnicos-administrativos da Educação (TAEs).



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