Polivalentes, Paquetá e Arias se adaptam a novos papéis em Flamengo e Palmeiras que seguem brigando pelo Brasileirão


A reta final de primeiro turno do Campeonato Brasileiro traz o primeiro jogo daquele que vem sendo, ano a ano, um confronto decisivo. Campeões de sete das últimas dez edições do Brasileirão — quatro títulos do alviverde e três do rubro-negro —, Flamengo e Palmeiras se enfrentam hoje, às 21h, no Maracanã, pela 17ª rodada, separados, entre vice-liderança e liderança, respectivamente, por quatro pontos — com um jogo a menos para os cariocas. À frente dos concorrentes em termos financeiros e esportivos, ambos compartilham histórias parecidas nesta temporada, de investimentos pesados em velhos conhecidos do futebol brasileiro que se adaptam a novos papeis: Lucas Paquetá e Jhon Arias.

Dois meias ou atacantes multifuncionais em seus setores, um convocado para a Copa do Mundo pela seleção brasileira e outro na pré-lista da Colômbia, a dupla se ajusta a propostas muito diferentes dos contextos em que vinham atuando, ambos em luta contra o rebaixamento no Campeonato Inglês.

No West Ham, Paquetá atuou em quase todas as funções possíveis no meio-campo: segundo volante, meia aberto pela direita, meia centralizado e até como atacante. Todas num time que priorizava a organização defensiva.

Na volta ao Flamengo, clube que o revelou e que pagou R$ 260 milhões para tirá-lo do futebol inglês, o melhor desempenho tem sido como segundo volante. Mas a concorrência na posição é bem maior. No meio defensivo, o rubro-negro dispõe de nomes como Pulgar e Jorginho, titulares absolutos, além de Evertton Araújo e Saúl. Pulgar, que vem sendo substituído por Evertton como primeiro volante, deve estar à disposição do técnico Leonardo Jardim hoje, recuperado de lesão no ombro direito. O rubro-negro ainda tem as ausências de Danilo (suspenso) e Everton Cebolinha (lesionado) e um possível retorno de Plata.

De la Cruz, outra opção pelo meio, tem atuado mais à frente, o que tem sido, por vezes, uma solução para acomodar Paquetá e qualificar o último passe — e que deve acontecer hoje. O jogador de 28 anos, que soma sete gols em 23 jogos nesta volta ao clube, já atuou centralizado e aberto pela direita quando encosta no ataque.

Mas há uma diferença do papel que exercia no West Ham: enquanto o time londrino era o segundo que menos tinha a bola no Inglês, o Flamengo é o terceiro com mais posse no Brasileirão, ainda que seja um time de transição rápida. O que exige do meia mais influência no jogo.

O Flamengo conta com o histórico de nove anos sem perder para o Palmeiras no Brasileirão para encostar de vez na ponta.

No Palmeiras, Arias busca se encaixar num time que joga num ritmo acima do Fluminense, sua última experiência no Brasil. Se no tricolor tinha mais tempo de ação e reação para arrastar a marcação e dar o último passe ou tentar a finalização, o estilo de jogo de construção acelerada do alviverde o obriga a tomar decisões mais rápidas.

Contratado por R$ 155 milhões após uma passagem apagada no rebaixado Wolverhampton, o colombiano de 28 anos também mudou a faixa do campo em que atuava. Passou da direita para a esquerda, com o pé trocado, enquanto o jovem Allan faz o outro lado.

Ainda joga aberto, entre a função de meia-atacante e ponta, mas uma mudança importante em suas funções é a de buscar mais o centro e a área, triangulando com os atacantes e encontrando mais espaço para finalizar. Não à toa, já marcou quatro gols, o mesmo número da última temporada com a camisa tricolor.

O Palmeiras deve ter o retorno de do meia Felipe Anderson e o desfalque do atacante Sosa para a partida.



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