PM é preso dentro de batalhão no Rio por estupro, roubo e extorsão

Um policial militar foi preso dentro do 22º BPM (Bonsucesso), onde trabalha, na tarde de quarta-feira suspeito de cometer estupro, roubo e extorsão contra uma jovem em Maricá, na Região Metropolitana. Investigações da Polícia Civil apontam que os crimes foram cometidos durante a cobrança de uma dívida de agiotagem. O mandado de prisão contra Lucas de Sousa Mathias, de 31 anos, expedido 2º Juízo das Garantias de Niterói, foi cumprido por agentes da 82ª DP (Maricá) e da Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Civil, na madrugada de 4 de janeiro, Lucas e um comparsa, Dayvid Novato Santana, invadiram a residência da vítima armados para cobrar uma dívida de agiotagem. O valor devido inicialmente, R$ 800, fruto de um empréstimo feito em outubro de 2025, já havia sido elevado arbitrariamente para R$ 7 mil. Os suspeitos, então, sequestraram a jovem e obrigaram-na a ingerir bebidas alcoólicas. Em seguida, segundo as investigações, o PM conduziu a vítima a um local ermo no bairro Limão e a estuprou.
Durante o abuso sexual, o policial dizia que o ato serviria como castigo para a vítima. Laudos periciais confirmaram que a violência causou diversas lesões corporais na jovem. Os dois homens ainda roubaram bens eletrônicos da residência.
Em entrevista ao g1, o delegado Cláudio Vieira, titular da 82ª DP (Maricá), disse que as investigações chegaram até o PM através do número de celular usado para realizar a cobrança. Ele ligou do telefone da esposa, e a apuração identificou que era o policial e a qual batalhão pertence.
Apreensão de armas
Após a prisão de Lucas dentro do batalhão, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Dayvid, que está foragido. No imóvel, foram apreendidos munições, uma espingarda calibre 12, uma pistola 9mm, duas televisões pertencentes à vítima, dois cadernos de anotações detalhando a prática de agiotagem, uma balaclava, um colete balístico, duas placas balísticas e facas táticas, além de um tucano.
De acordo com a Polícia Civil, Lucas possui um histórico de violência, que inclui ameaças com arma de fogo e investigação por envolvimento com milícia armada em Araruama, na Região dos Lagos.
A Polícia Militar informa, por meio da Corregedoria Geral da Corporação, que o militar foi preso na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (UPPMERJ) e que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para aplicação das medidas cabíveis.
“O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”, disse a corporação, em nota.



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