Ex-banqueiro preso desde março não entregou novidades, segundo investigadores; negociações continuam com Procuradoria-Geral da República.
A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) o pedido de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-dono do Banco Master está preso desde 4 de março por fraudes financeiras. Por ora, as negociações seguem com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O motivo da rejeição, segundo fontes que acompanham o caso, é que a PF entendeu que Vorcaro não entregou informações novas em relação ao que os investigadores já acumularam. A defesa do ex-banqueiro, porém, seguirá em negociação com a PGR, que sinalizou interesse em prosseguir com a colaboração premiada.
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Três pontos centrais têm sido discutidos nas negociações: os valores a serem ressarcidos por Vorcaro, estimados em torno de R$ 50 bilhões; a extensão do cumprimento da pena, com pedido de prisão domiciliar até o julgamento; e o alcance político da colaboração. Fontes ligadas às tratativas apontam potencial para entregar nomes de autoridades do Congresso Nacional e do STF.
A CNN havia informado no dia 13 de maio que a prioridade de Vorcaro era fechar acordo com a PGR e não com a PF. Na segunda-feira (18), ele foi transferido para cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, movimento visto como sinal de descontentamento da corporação com a colaboração.
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A defesa entregou uma primeira proposta de colaboração premiada à PF e à PGR no início de maio. Os investigadores consideraram o material seletivo e pouco contributivo. Um dos episódios recentes que pesou contra Vorcaro foi a omissão sobre o envolvimento com o senador Ciro Nogueira (PP) e com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O caso do Banco Master segue gerando forte repercussão política e financeira no Distrito Federal. Vorcaro permanece preso e as negociações com a PGR continuam em curso.
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