PF diz que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil mensais em propina


Investigação aponta pagamentos entre 2023 e 2024

A Polícia Federal afirmou que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia R$ 250 mil por mês em propina, segundo relatório que baseou a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13/11). De acordo com a investigação, quase todos os repasses ocorreram entre junho de 2023 e setembro de 2024.

Stefanutto, preso durante a operação, era identificado pelo grupo como “O Italiano”. A PF aponta que os pagamentos eram feitos por meio de empresas de fachada e teriam aumentado após ele assumir a presidência da autarquia.

Segundo os investigadores, ele atuava como facilitador institucional dentro do INSS. Entre as irregularidades, Stefanutto teria avaliado e aprovado a manutenção de convênios entre o INSS e a Conafer mesmo após alertas técnicos sobre inconsistências em listas de filiados e indícios de falsificação de autorizações de desconto.

O relatório também afirma que ele autorizava o processamento de cadastros de filiação encaminhados pela Conafer sem cumprir critérios legais e sem verificar a manifestação de vontade dos beneficiários.

Para a PF, os valores recebidos mensalmente eram disfarçados como pagamentos por consultoria ou assessoria técnica, ligados a empresas do operador financeiro do esquema, Cícero Marcelino de Souza Santos.

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