Dá pra acreditar nisso? Euzinha estava muito que bem na redação, esperando a próxima pauta no universo da política do Rio (que não está mole!), quando me mostraram o vídeo de um primo meu correndo solto, um animal da espécie emu, pelo viaduto da Avenida Artur Rios, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. Oiiii?
Já fiquei nervosa, tadinho, ele é tão novinho! O diretor-técnico do hotel pra onde ele foi levado — o BioParque do Rio, em São Cristóvão, na Zona Norte da capital —, Gérson Noberto, me disse que esse emu visto no viaduto tem menos de um ano.
Aliás, ele só, não: porque depois também encontraram uma prima minha da mesma espécie sendo mantida em um local to-tal-men-te insalubre em Senador Vasconcelos.
Tadinho do meu primo…
Montagem
Para quem não lembra, o emu macho foi filmado na tarde da última terça-feira (6) correndo no Viaduto da Avenida Artur Rios, em Campo Grande. Depois, ele e uma outra ave da mesma espécie, fêmea, foram encontrados numa casa na mesma região da Zona Oeste do Rio. Os tutores foram levados para prestar depoimento na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Pelo que a polícia informou, não souberam informar a origem dos animais e não apresentaram documentação. Estranho…
Tudo isso chamou muita atenção porque não é comum ver emus por aí, né… É uma espécie pouco comum aqui no país, nativa da Austrália.
O casal de emus chegou lá no BioParque na noite de quarta-feira e já ficou famoso: me disseram que já foram entrevistados e tietados.
Na manhã desta quinta-feira, sem eu saber direito ainda o que ia acontecer, me colocaram no carro da reportagem do EXTRA junto com meu irmão, Mister Emo, e mandaram a gente fechar os olhos pois teríamos uma surpresa! Só que, por biologia e estresse, não conseguimos, né… Saímos do ar gelado do jornal direto pro calor das ruas do Rio e logo percebemos que estávamos a caminho do BioParque. E aí matei a charada: estava indo encontrar meus primos!
Eu e meu irmão, o Mister Emo, a caminho do BioParque do Rio — sempre use cinto!
Arquivo Pessoal Ema Jurema
Ai, que emoção! O Gérson me explicou mais: a quarentena deles lá no BioParque não necessariamente vai durar quarenta dias. Na manhã desta quinta mesmo já foram coletados amostras dos dois para exames.
E aí tudo vai depender do resultado. Só depois de saber se eles estão doentes ou se estão bem é que vão tomar uma decisão sobre o que vai acontecer com eles. Por enquanto, nada de visita, gente!
A aproximação foi difícil…
Marina Calderon
Eles estão sob uma superobservação: por conta da aventura da última terça-feira, em pleno viaduto de Campo Grande, meu primo pode ter uma condição chamada cardiomiopatia de estresse. Ai, que dó!
Os emus resgatados em Senador Vasconcelos
Marina Calderon
Euzinha, por mim, levava pra redação! Mas sei que não pode… O Gérson disse que o BioParque tem muito interesse em ficar com eles, mas tudo depende dos exames. Se ficar tudo bem logo, já vão começar a preparar um viveiro pros dois, e eles vão virar nova atração por lá, comendo dos melhores vegetais, só curtindo uma sombrinha. E pertinho de mim, né?!
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Penas distantes, corações próximos: Ema Jurema conhece primo distante, o Emu de Campo Grande




