Se o Vasco conseguiu vencer o Vitória no jogo de ida e de volta, nesta quarta-feira, da Copa do Brasil e se classificar às semifinais do torneio pelo terceiro ano seguido, a estratégia de Pedro Emanuel foi um dos pontos essenciais para o feito. O treinador comentou como pensou a forma de controlar o ímpeto do time baiano, apesar de levar alguma pressão no início do jogo.
— Para mim, esse era o 11 mais fresco, masi disponível, mais compacto e poderia se tornar mais competitivo — disse. — Soubemos sofrer e soubemos no momento certo criar as nossas oportunidades. Foi uma pena mais uma vez criarmos várias oportunidades e só no final conseguir definir o jogo, mas é o futebol. Temos que ter melhor aproveitamento, já falamos disso em coletiva anteriores. Acho que isso é um trabalho que nós podemos aprimorar, ser mais efetivos, que vai nos permitir ter mais segurança durante o jogo.
A troca de Colido por Spinelli foi uma mudança que surpreendeu a torcida, já que a nova contratação se consolidou como um dos principais nomes do time.Mas Pedro Emanuel reforçou que os 11 titulares são escolhidos conforme o estilo do adversário.
— Desde já, as escolhas que eu faço, desde o início, nós não repetimos nenhuma vez os 11 (iniciais). Portanto, todos são titulares e todos serão suplentes. Como é lógico, temos que tomar decisão em função daquilo que é o adversário. Olhar para quem é o adversário, para o que são nossos princípios e o as características de nossos jogadores.
O Vasco venceu o Vitória pela primeira vez no Barradão, em jogos de mata-mata.
Agora a equipe de Pedro Emanuel encara o Palmeiras, que passou pelo Santos após o empate no jogo de volta — e a vitória por 3 a 0 na ida.
Já sobre o Brasileiro, Emanuel também comentou que faltou emocional na equipe em alguns duelos. O clube está em 17º lugar.
— Acho que temos demonstrado que temos trabalhado nesse sentido, no campeonato falta aqui e ali uma estabilidade emocional, quando as coisas não acontecem como nós pretendemos. Volto a referir ao jogo do Santos, que era muito importante para nós, que estivemos por cima do jogo, tivemos oportunidades e não marcamos. E no primeiro momento em que sofremos, desligamos um “bocadinho” do jogo, e isso não pode acontecer porque nós somos uma equipe competitiva, temos que acreditar, como fizemos hoje até ao final, que queríamos ganhar o jogo —
Ele continuou: — Isso aconteceu com o Santos, aconteceu também com o Palmeiras, acho que refletimos internamente, todos. Temos que perceber de que forma é que podemos ultrapassar isso. Porque quando estamos a perder de 1 a 0, tudo é possível, quando estamos com 2-0 de desvantagem torna-se mais difícil com 3, torna-se quase impossível. E foi isso que nós tentamos perceber, e isto é um aspecto mais mental do que verdadeiramente a disponibilidade física.
Ele reforçou que a equipe conseguiu ser mais estável no duelo desta quarta-feira.
— Demonstramos que queríamos vencer, fizemos uma bela partida não para demérito do Vitória, muito por mérito nosso, porque conseguimos materializar muito daquilo que foi o plano para o jogo e isso deve-se aos jogadores acreditarem naquilo que fazem, entenderem o quão importante é o trabalho que eles fazem individual para que a equipe saia mais forte em todos os aspectos.



