Após a goleada por 4 a 1 sofrida por um mexido Vasco no clássico com o Flamengo, o técnico Pedro Emanuel explicou que as mudanças realizadas no time para a partida desta quinta-feira, pela 33ª rodada do Brasileiro, foram motivadas pela sequência de duelos em curto espaço de tempo que a equipe terá em gramados sintéticos, que fazem a recuperação dos jogadores demorar mais. O próximo dos jogos será contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil.
—Não estamos habituados, nem a treinar, nem a jogar (no gramado sintético). Nós vamos ter uma sequência de jogos, por isso temos que nos preparar e temos que ter a noção do real impacto que vai ter nos jogos. Estes jogos restantes, contra equipes de grande dimensão de jogo e de exigência para nós. Por isso nós vamos ter um discurso com o povo lá dentro, aqueles que estão mais frescos vão ser as melhores opções — disse. — Há diferença para o gramado natural, e isso o departamento médico por explicar. O que eu sinto é que os jogadores ficam mais baleados. Vamos ter mais jogos no sintético e com pouco tempo de recuperação. O impacto é muito grande. Reflito muito com a estrutura do futebol profissional. Queremos continuar sendo competitivos depois de 60 jogos.
O treinador também destacou a limitação da equipe nas finalizações como ponto de virada no clássico. O time chegou perto de empatar o duelo enquanto estava 2 a 1 para o Flamengo. O Vasco teve uma profusão de chances desperdiçadas e viu o rival balançar as redes de forma cirugica outras duas vezes para fechar o placar.
— Se formos ver ou comparar, nossa equipe não tem um grande goleador. Tem o Puma, que é o melhor marcador de gols e assistente da equipe. Hoje, no 2 a 1, tivemos uma bola nos pés do Marino. Ele consegue finalizar dali (da grande área). A oportunidade surgiu para o Flamengo, e o Flamengo concretizou — disse. — Não estamos dependentes só de um atacante, e, sim, de várias situações que vamos criando.
Ainda assim, o treinador ressaltou que a escolha pela utilização de nomes pouco entrosados em campo no sistema defensivo (os zagueiros Gabriel e Lucas Freitas e o volante Jair) foi considerada pelo desempenho nos treinos e escolheria de novo, convicto na decisão.
— Eles não jogam juntos, mas treinam todo dia juntos. Quando treinamos uns contra os outros eles jogam juntos. Por isso coloquei eles com o Jair porque se conhecem bem e a sintonia é clara. Para mim, a confiança se revela de uma forma: colocar para jogar. Lá dentro que podemos mostrar o que valemos. O jogo ficou marcado pela eficácia. Dividimos o jogo com um time que está lutando por objetivos distintos do nosso. Acredito que nos próximos anos podemos chegar nesse contexto. Gostaria que o jogo fosse em São Januário porque a energia seria mais positiva para nós. Estou solidário com o que custa perder o clássico. Foi uma pancada forte, não gostamos de perder de ninguém por um placar grande. É um toque de reunir para a gente. Se me perguntassem se faria de novo as mesmas escolhas, digo a todos que faria e colocaria o mesmo time para jogar.
O duelo de ida da semifinal do torneio com o Palmeiras será fora de casa, no Nubank Parque, em São Paulo. A volta, no Rio. Em meio à possibilidade de conquistar um título que não vence desde 2011, o clube segue na luta contra o rebaixamento, já que parou nos 38 pontos, quatro a mais que o primeiro time na zona de rebaixamento, o Grêmio, em 17º.
Já pelo Brasileiro, o time enfrentará o Athletico fora de casa, na quarta-feira.




