O presidente do Vasco, Pedrinho, disse ter avaliado as negociações com o Cuiabá e reforçou que não haveria qualquer dívida por parte do cruz-maltino com o clube do centro-oeste. Além disso, o mandatário reforçou que analisou a possibilidade de processar o mandatário do Cuiabá, Cristiano Dresch. A fala ocorreu nesta sexta-feira, após o leilão da Saf Vasco e dois dias depois das fortes críticas do presidente cuiabano, chamando o cruz-maltino de clube inadimplente e que comete, o que considerou ser “estelionato esportivo”.
— Eu fui ver se o Vasco tinha alguma pendência com o Cuiabá, e o Vasco não tem nada com o Cuiabá. Muito pelo contrário, muito pelo contrário. Eu preciso verificar na Fifa se o Cuiabá deve alguma coisa ao Vasco com com relação a questão de solidariedade — disse Pedrinho. — Desde o que o Vasco começou esse movimento, parece que tem uma campanha contra a instituição. Todo mundo resolveu usar o Vasco como exemplo. Vai falar de estrangeiro, fala do Vasco. Vai falar de bet, fala do Vasco. Vai falar de recuperação judicial, fala do Vasco. Vai falar de SAF, fala do Vasco. Sendo que tem diversas outras equipes no mesmo processo. E se eu não me engano, acho que oito mil empresas esse ano já entraram em recuperação judicial.
Ele continuou, reforçando que se pudesse, processaria Dresch, mas a fala teria sido intencionalmente feita de uma forma que não pudesse gerar a viabilidade de um caso na Justiça.
— Um presidente de um clube como o do Cuiabá dá uma declaração e com um termo tão pesado… e ele é inteligente, né? Porque ele usa a palavra “estelionato”, só que ele fala “estelionato esportivo”, que foge por um caminho que não pode ser processado, senão assim seria.
A declaração à Espn ocorreu um dia depois de o Cuiabá informar que a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF condenou o Santos a pagar R$ 18.616.377,46 ao clube mato-grossense.
— O Santos da mesma forma, a gente vê o Santos, o Vasco também, que deu um calote gigantesco, vão permanecer na Série A através de um estelionato esportivo. É muito grave, ruim para equipes como Mirassol, ruim para o Remo, que está com tudo em dia e vai cair — disse.
Para Dresch, “esse problema existe porque nós vivemos em um mercado que não tem nenhum tipo de regulação e não tem punição. Hoje o transfer ban está se mostrando insuficiente, a gente precisa que tenha perda de ponto. Acho que se o Corinthians tivesse ameaçado de perder três pontos na tabela esse dinheiro já tinha saído de algum lugar”.
Pedrinho ainda explicou que, mesmo com dívidas a serem pagas, o Vasco está dentro de um planejamento legal, que o deixa com a possibilidade de investir mais em novas contratações.
— O Vasco não deve. A minha gestão não deve nada. Pelo contrário, eu peguei todos os credores, fiz um acordo para justamente pagar, porque eles não recebiam. E eu sou o cara mais fiscalizado hoje do Brasil, então eu quero mais que fiscalize.
O Vasco realizou um plano coletivo na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) para quitar a dívida com alguns dos credores. No mes de agosto, o clube carioca efetuou o pagamento da primeira parcela e afastou o risco de transfer ban. Ainda há mais de R$ 110 milhões em dívidas.
No entanto, a Saf Vasco está sendo passada para o controle majoritário da empresa Almirantes, que arrematou os ativos cruz-maltino durante leilão nesta sexta-feira. São 90% das ações por 500 milhões de reais especificamente no futebol; 150 milhões no clube associativo; outros 324 milhões de reais como garantia, além do pagamento dos credores e manutenção do fluxo de caixa.
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Pedrinho, do Vasco, rebate crítica de presidente do Cuiabá: 'Tem que ter responsabilidade com o que ele fala'



