O passageiro da American Airlines que precisou ser imobilizado com fita adesiva e abraçadeiras de plástico no seu assento após perder o controle durante um voo para Newark (Nova Jersey, EUA) alegou não se lembrar do incidente humilhante ocorrido em pleno ar, ao comparecer diante de um juiz um dia após sua prisão.
“Não me lembro de nada do que aconteceu”, disse Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, no início da audiência judicial, segundo o jornal “The Banner”, que obteve o áudio do procedimento em tribunal.
“Eu agredi um policial? É isso que diz?”, teria perguntado ele.
Então, ele colocou os óculos e examinou as acusações contra si, acrescentando:
“Meu Deus! Que confusão. Não me lembro de nada disso.”
Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, foi dispensado do seu cargo de corretor de imóveis na Long Realty — empresa sediada em Tucson — após ser identificado como o indivíduo descontrolado que ofendeu um comissário de bordo e agrediu outro passageiro durante o voo 618 da American Airlines, na noite de quinta-feira (3/9).
De acordo com um testemunha, Arthur Layne “surtou” durante uma discussão sobre religião com uma pessoa sentada ao seu lado: um rabino messiânico e autor de best-sellers, apelidado de “profeta do Juízo Final”. O autor Jonathan Cahn afirmou que Arthur Layne começou a proferir insultos racistas e homofóbicos contra um comissário de bordo negro depois de gritar que “Jesus é uma porcaria!”.
“Eu era o passageiro não identificado (ao lado dele) e fui, de fato, atacado a 30 mil pés de altitude. Fui atacado naquele avião”, revelou Cahn em um vídeo no YouTube na segunda-feira. Ele teve o lap top quebrado por Arthur Layne.
“Nunca vi alguém mudar da luz para as trevas em uma fração de segundo como vi naquela ocasião, como se algo tivesse tomado conta dele. Ele passou de uma pessoa extremamente amigável para alguém sombrio”, completou o rabino.
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Passageiro preso a poltrona com fita adesiva e abraçadeiras quebra o silêncio após caos a bordo de avião: 'Não me lembro do que aconteceu'



