Lembro que desabafei quando ele me deixou na reserva, num amistoso da Seleção contra a Alemanha, em 1992. Eu estava em ótima fase no PSV; e viajei da Europa até Porto Alegre, local do jogo, pra ficar no banco? Não gostei e disse isso aos jornalistas. Então, veio o castigo: ele me deixou fora de sete convocações das eliminatórias da Copa de 1994. E só me chamou pro jogo decisivo, quando a Seleção precisava ganhar do Uruguai ou seria eliminada. Joguei como nunca naquela noite, no Maraca. Marquei os dois gols na vitória de 2×0. Foi quando Parreira e Zagallo se convenceram de que precisavam de mim na Seleção.



