Palmeiras publica nota reclamando de efeito suspensivo negado a Abel Ferreira, e sobra até para o Flamengo


Após ter o pedido de efeito suspensivo para contar com o técnico Abel Ferreira no clássico com o Corinthians, neste domingo, o Palmeiras publicou nota com críticas e questionamentos ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e à CBF. O clube paulista acusou o órgão de ter agido com “rigor desproporcional” ao suspender o treinador por oito partidas. No posicionamento, respingaram queixas até ao adiamento do Fla-Flu de sábado para domingo.

A negativa ao recurso palmeirense foi dada neste sábado pelo STJD. Abel foi punido por causa das expulsões nos jogos contra São Paulo e Fluminense, pelo Brasileirão. O total de oito jogos vem da soma dos dois processos. Como o treinador português já cumpriu dois de forma automática, restam seis a serem pagos.

Apenas no caso envolvendo o clássico contra o São Paulo, o treinador levou seis jogos de gancho. Na súmula do jogo , pela oitava rodada do Brasileirão, Anderson Daronco disse que foi chamado de “cagão” por Abel Ferreira e reportou que o comandante alviverde chutou a bola que estava no suporte da CBF.

Já a expulsão contra o Fluminense rendeu mais dois jogos de suspensão. Na súmula, o árbitro Felipe Fernandes de Lima afirmou que apresentou o vermelho por Abel “se dirigir à assistente Fernanda Gomes Antunes e ao 4º árbitro Luis Tisne de forma ríspida, grosseira e gesticulando com os braços e batendo palmas de forma irônica e proferindo as seguintes palavras de forma acintosa: ‘Vocé é cega, não viu que o lateral era para nosso time, c***, vocês nunca veem nada, p***”.

A nota ainda incluiu uma reclamação à decisão da CBF de aceitar o pedido do Flamengo para adiar o Fla-Flu. Por um atraso na logística de Cusco, no Peru, onde jogou pela Libertadores, para o Rio de Janeiro, o rubro-negro pleiteou a transferência do clássico de sábado para domingo. O Fluminense, mandante da partida, e a Polícia Militar do Rio também concordaram.

Confira a nota do Palmeiras abaixo:

A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável.

Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.

Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.

Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência.

Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).

Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade.

Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato“.



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