Uma operação deflagrada nesta quarta-feira mira um grupo suspeito de divulgar e vender medicamentos abortivos em perfis de redes sociais e aplicativos de mensagens. A investigação apura, ainda, possíveis crimes de incitação e apologia ao crime, além de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra cinco alvos em endereços nos bairros de Campo Grande e Cosmos, na Zona Oeste do Rio. A ação foi batizada como Anjo Caído.
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As diligências da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI) começaram a partir de informações de inteligência sobre perfis usados para divulgar e oferecer clandestinamente um medicamento abortivo. De acordo com a apuração policial, as contas publicavam conteúdos relacionados à interrupção da gravidez e direcionavam as interessadas para canais privados de atendimento, onde o produto seria comercializado. Em uma das publicações, os agentes encontraram vídeos intitulados “como fazer um aborto seguro” e “ajuda com positivo indesejado”, acompanhados de redirecionamento para atendimento.
As investigações também indicaram o uso de diferentes contas, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos relacionados entre si. Os suspeitos usavam vários perfis e identidades digitais diferentes para dificultar a identificação dos responsáveis pela atividade ilegal.
Para avançar nas investigações, os policiais solicitaram dados a empresas de tecnologia e operadoras de telefonia. A análise de informações cadastrais, registros de conexão, linhas telefônicas, celulares e contas digitais permitiu estabelecer vínculos entre os cinco alvos. E, também, identificar os dispositivos, os números de telefone e os endereços usados por eles.
Com base no conjunto de provas obtido durante as investigações, a DRCI representou pela expedição dos mandados de busca e apreensão. As medidas têm como objetivo localizar celulares, computadores, mídias e documentos que possam esclarecer a dinâmica da atividade e a participação individual dos investigados.
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Operação Anjo Caído: polícia mira suspeitos de vender abortivos em perfis em redes sociais e apps de mensagens



