É um prazer estar de volta. Na eleição deste ano, como já virou tradição desde 2020, euzinha darei os voos com minha coluna nas páginas do EXTRA todo domingo (ou quando preciso for). Mas, no último fim de semana, enquanto ainda curtia meu descanso após realizar um procedimento estético, um debate agitou o Dia dos Pais.
Eleições 2026: primeiro debate tem ataques a Paes, que não foi ao encontro
Garotinho está inelegível? Entenda a decisão de suspensão de direitos políticos e o que alega a defesa
Como a data permitia, o que se viu foi o recado dos nepo babies aos papais. Douglas Ruas (PL) mandou um “Te amo” para Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo; e André Marinho (Novo), saudou Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado. Anthony Garotinho (Republicanos) não ficou atrás: enviou um beijo para os filhos, Clarissa e Wladimir, ex-deputada federal e ex-prefeito de Campos, respectivamente.
Garotinho, inclusive, chegou a afirmar que não queria se candidatar: as palavras têm poder e, anteontem, a Justiça determinou a suspensão dos seus direitos políticos, o que sua defesa contesta.
Já William Siri (PSOL) cometeu um ato falho. Ele quase se apresentou como “comunista”, mas logo corrigiu para “economista”. De Ema para Siri, ele me respondeu no zap que é socialista e que defende as “bandeiras da esquerda”.
Eduardo Paes (PSD), que almoçou com a filha no Dia dos Pais (euzinha apurei), faltou ao debate por orientação jurídica. Seu púlpito, o penúltimo — posição semelhante à do seu Vasco no Brasileirão, o antipenúltimo — ficou vazio. Porém, sua presença foi sentida: não era um espírito, mas Marinho o imitando.
O candidato do Novo fez dobradinhas com Ruas, assim como rolou “match” entre Garotinho e Siri. Além de concordarem sobre “reestatizar a Cedae”, o candidato do Republicanos soprou para o psolista que Romeu Zema era “O cara lá de Minas” de quem Siri havia esquecido o nome.
Considerações finais
Cuidado com a lança: Se o eleitor der uma espada, Marinho promete recuperar o Rio. São Jorge que se cuide.
Siri contra Golias: O psolista disse ser um Davi diante do Golias (Paes).
Odete Roitman, se cuide: Ruas afirmou ser o defensor do “Rio que não sai na novela”.
Currículo do ex: Garotinho se gabou das críticas do debate não irem ao seu governo ou ao de Rosinha Garotinho: “Significa que na nossa época era muito bom”.
Desfecho: André Marinho se parece com o personagem Brandon Walsh, mas quem acabou “Barrado no baile” foi Garotinho.
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