A morte do policial civil Rodrigo Nascimento, da 39ª DP (Pavuna), confirmada ontem, elevou para cinco o total de agentes das forças de segurança do Rio que perderam a vida em decorrência da megaoperação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha. Baleado durante o confronto, ele estava internado no hospital Copa D’Or desde o dia da ação e morreu na noite de sexta-feira.
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O governo do Rio realizou a Operação Contenção em 28 de outubro, considerada a ação policial mais letal da história do país. À época, o número de mortos era de 121 — entre eles, quatro policiais. Com a morte de Rodrigo Nascimento, o total sobe agora para 122 mortos, sendo cinco policiais.
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, esteve no hospital ontem e lamentou a morte do agente.
— É uma notícia muito triste. Ele ficou em coma esse tempo todo e, na semana passada, chegou a reagir bem. (…) Infelizmente acordamos hoje com essa notícia. É mais um herói que deu a vida pela sociedade — disse ao GLOBO.
Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro lamentou a morte e classificou o ataque como “narcoterrorismo”. A Polícia Civil afirmou que Rodrigo “honrou a instituição”, e o Bope também prestou homenagens.
Além de Rodrigo Nascimento, morreram na operação os 3º sargentos do Bope Cleiton Serafim Gonçalves, 42, e Heber Carvalho da Fonseca, 39; o comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51, conhecido como Máskara, da 53ª DP (Mesquita); e Rodrigo Velloso Cabral, 34, também da 39ª DP.
O episódio evidencia a dimensão do confronto enfrentado naquele dia, descrito como um cenário de extrema violência por profissionais que atuaram diretamente nos resgates.
O tenente-coronel médico Edgar Porto, da Polícia Militar, que participou da operação com veículos e ambulâncias blindados, afirmou que a equipe de socorro viveu uma situação “fora do contexto natural” das operações já realizadas pela corporação.
— Foi uma situação completamente fora do contexto natural, foi uma situação efetivamente de guerra — relatou.
Segundo ele, o ritmo dos disparos não permitia pausa:
— Não tinha trégua. O risco existe em qualquer operação, mas ali era muito acima do que se podia imaginar.
Uma das ações de resgate mais tensas ocorreu no atendimento ao 3º sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39, um dos quatro policiais mortos na semana da operação. A equipe avançou por terreno difícil sob tiros de posições mais altas.
— Recebemos aviso de dois policiais vitimados mais à frente. Entramos no blindado e vimos o Bope combatendo. A saída foi muito tensa, sob fogo direto.
O médico destacou ainda o impacto emocional:
— Foi um nível de violência sem precedentes. Ferimentos gravíssimos que demonstram a capacidade do armamento desses criminosos. É um dia difícil de esquecer.
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Morre quinto policial baleado na megaoperação da Penha e do Alemão; total de mortos sobe para 122




