Uma modelo israelense, ex-coelhinha da “Playboy”, será julgadas em Los Angeles (Califórnia, EUA), por ter dado golpes em milionários “carentes e vulneráveis” da região.
Adva Lavie, de 27 anos, mais conhecida pelos fãs como Mia Ventura Shoshana, ou simplesmente Shana, costumava seduzir homens abastados e solitários em Beverly Hills e outros bairros nobres de Los Angeles para roubar bens valiosos das suas casas.
Segundo a Promotoria, de 2023 a 2025, Mia usou aplicativos de namoro e cultivou relacionamentos para roubar homens ricos bem mais velhos. Algumas mulheres também teriam sido vítimas de golpe, de acordo com o “NY Post”.
A israelense, que já foi soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF), é acusada de se passar por namorada e acompanhante de viagem para ter acesso às casas de suas vítimas e, em seguida, roubar dinheiro, ouro e itens de grife de luxo. Nas redes sociais, Mia costuma se mostrar como uma amante de artigos caros, como bolsas de grife e carros de luxo.
“A carismática e fofa não ganha mais a vida no ar (foi comissária de bordo), mas ainda adora viajar. Seu parceiro ideal é alguém com bom senso de humor, que também seja inteligente, motivado e em forma”, escreveu ela.
Advogados de Mia tentaram anular o caso, mas, nesta semana, um juiz deu sinal verdade para que a modelo fosse a julgamento, podendo ser condenada a até 11 anos de prisão pela série de crimes.
“No julgamento, provaremos, sem sombra de dúvida, que a ré explorou a confiança construída por meio de relacionamentos online para obter acesso às casas das vítimas e roubá-las. Sua capacidade de influenciar outras pessoas de forma enganosa, seja pessoalmente ou online, chegou ao fim”, declarou Nathan Hochman, promotor do condado de Los Angeles.
Adva Lavie é mais conhecida pelos fãs como Mia Ventura Shoshana, ou simplesmente Shana
Reprodução/Facebook
Adva Lavie é mais conhecida pelos fãs como Mia Ventura Shoshana, ou simplesmente Shana
Reprodução/Facebook
A primeira audiência do caso está marcada para 6 de abril.
Mia está em liberdade sob fiança, usando tornozeleira eletrônica, e foi proibida de se aproximar de suas supostas vítimas.
Virada de página
Mia cresceu numa família judia ortodoxa em Jerusalém e era proibida de usar roupas reveladoras ou mesmo de falar com homens. Ela frequentava um internato só para meninas, rezava três vezes ao dia e observava o Shabat (dia sagrado de descanso semanal no judaísmo, comemorado do pôr do sol de sexta-feira ao anoitecer de sábado).
Mia Ventura no Exército de Israel
Reprodução
Após servir o Exército israelense, Mia abandonou a vida religiosa ultrarrestrita e seguiu aos EUA para abraçar a indústria do entretenimento adulto. No “sonho americano”, a israelense ganhava a vida inicialmente como comissária de bordo e, posteriormente, com a sua página no OnlyFans, durante a pandemia de Covid-19.
“Eu queria experimentar coisas que nunca tinha experimentado. É como ir ao shopping e ter infinitas possibilidades de compras. Foi assim que me senti quando me mudei para cá. Todo mundo está disponível para ter um relacionamento sexual comigo se gostar de mim. Não é assim em Jerusalém”, declarou Mia, de acordo com o “Daily Mail”.
A israelense logo descobriu que era bissexual e, junto com seu namorado, o também ator pornô Nick Strokes, começou a convidar mulheres para o quarto para fazer sexo a três. Mia é adepta de relacionamentos abertos.
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Modelo que deu golpes em milionários 'carentes e vulneráveis' pode ser condenada a 11 anos de prisão



