Mirassol ‘carimba’ estreia de Tite e vence Botafogo por 2 a 0


Com a derrota no confronto direto, já que o Mirassol chegou aos 32 pontos, o Botafogo segue estacionado nos 35 e ainda tem alerta ligado pelo fantasma do rebaixamento. Aentados pelo alvinegro foram os mesmos que gritavam antes da chegada do novo treinador: uma defesa frágil e exposta, um meio-campo de qualidade, mas que compete pouco, e um ataque inoperante, que em praticamente nada auxilia. O resultado foi uma atuação de pouquíssima inspiração e que reverbera a necessidade de mudanças na pausa de 18 dias da data Fifa.

As únicas exceções positivas foram Cristian Medina, que retornou ao time como titular, e Hakim Ziyech, que estreou pelo novo clube após o intervalo. Posicionado pelo lado direito, o argentino foi bem e criou duas chances de perigo em jogadas individuais, mas foi mal em ambas as finalizações. Já o marroquino, por sua vez, demonstrou ter qualidade técnica suficiente para criar esperanças de se tornar um ponto de virada para o Botafogo neste Campeonato Brasileiro.

— Acho que é um pouco desapontante (a estreia). Nós viemos para vencer, mas ficou difícil já no primeiro tempo porque eles marcaram duas vezes. Precisamos criar mais, porque isso não foi o suficiente — falou o marroquino.

Posicionado como meia centralizado, Ziyech deu bons passes e apareceu na área em duas oportunidades para finalizar, mas teve ambos os chutes travados. A tendência é que, após o longo período sem jogos, o marroquino assuma a titularidade do Botafogo já para a próxima partida, em clássico contra o Vasco, no dia 7 de outubro.

— Não estou 100% (fisicamente). Vim de um período diferente, estava no intervalo de verão e aqui a temporada já estava rolando. Mas vou tentar ajudar o máximo que puder. Acho que posso auxiliar o time a criar mais, fazer mais gols e dar assistência. E na defesa também. Vim para ajudar a todos e nós vamos fazer tudo para ganhar o máximo de jogos possíveis — concluiu Ziyech.

A correção que Tite precisa fazer com mais urgência é no sistema defensivo do Botafogo como um todo. A marcação começa ruim ainda no ataque, já que Arthur Cabral aparenta não ter condições de pressionar a saída adversária — além de não conseguir ajudar na continuidade das jogadas ofensivas, o que cria questionamentos sobre seu status de titular absoluto. Além disso, os meias duelam pouco e se posicionam de forma espaçada em campo, o que permite passes entrelinhas e proporciona enorme exposição na entrada da área. Foi assim que saíram os gols.

Titular em grande parte da sua passagem pelo Botafogo, entre 2022 e 2024, o meia Eduardo balançou as redes duas vezes ao ser recebido quase que com um tapete vermelho na entrada da área botafoguense. Primeiro, Igor Formiga apareceu nas costas de Alex Telles para cabecear e, no rebote, deu o passe para o camisa 33 marcar. Depois, Formiga reapareceu em profundidade e cruzou rasteiro. Lucas Monzón rebateu mal e Eduardo só empurrou para o fundo das redes.

Mas pior do que os lances dos gols foi a postura do Botafogo após sair com o 2 a 0 no placar. Incapaz de pressionar troca de passes do Mirassol, o alvinegro pareceu só assistir ao adversário jogar enquanto ansiava pelo término da partida.

Com a derrota no confronto direto, já que o Mirassol chegou aos 32 pontos, o Botafogo segue estacionado nos 35 e ainda tem alerta ligado pelo fantasma do rebaixamento. A próxima partida será no dia 7 de outubro, em clássico contra o Vasco, no Nilton Santos.



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